quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Corrida no posto

Num passado distante, mais precisamente na minha infância, eu e meus amigos tínhamos o hábito de apostar corridas de bicicleta ao domingos, em um posto de gasolina que encerrava suas atividades por volta das 14:00 hs.

Não havia hora para começar e nem compromisso de comparecimento. De uma hora para outra começava aparecer gente de todo o bairro e formavam grids com mais de 20 bicicletas. Algumas vezes não aparecia ninguém. Eu para treinar fazia algumas voltas sozinho no circuito improvisado em torno das bombas de gasolina.

As corridas eram de 03 ou 05 voltas, em baterias de 06 ou 08 bicicletas se revezado. Mais do que isso era tombo e engavetamento certo na primeira curva do circuito. Eu sempre fui um bom competidor, ganhava algumas e quase sempre chegava entre os três primeiros, mesmo com uma bicicleta menos competitiva, sem marchas, quase sempre com pneus velhos e freios gastos.

Ironicamente, aquele ambiente infantil e quase inocente, representava de uma maneira sutil como eu e meus amigos nos comportaríamos mais tarde na vida adulta. Lembro bem que alguns como eu corria para ganhar, não importando se na última curva com uma derrapada perdesse posições. Estava valendo a disputa e a derrota era tida como aprendizado, proporcionando algumas boas risadas depois da prova. Outros faziam da vitória algo muito maior do que realmente era e outros atribuíam à derrota como culpa dos adversários agressivos.

Nunca mais vi os amigos desta época. Rapidamente e de maneira natural, esses foram sendo substituídos por outros amigos da fase adolescente, mais tarde por outros e assim vem sendo desde então. Coisas da vida.

O importante é que a receita daquela época me serve até os dias de hoje.


A minha bike era azul com rodas amarelo fosforescente especialmente pintada pelo meu pai.Perdi a conta de quantas vezes incomodei o Seu Fernando para comprar peças ou só para ficar ali bisbilhotando.

Boas lembranças.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Boa música

Bem a calhar neste momento de mudanças.

Geraldo Azevedo - Dia Branco

Singela homenagem


Duas coisas não existem mais.

Anel externo de Interlagos e Luiz Pereira Bueno.

O bom é que ao menos o recorde dificilmente deixará de existir.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Meu modo de pensar


Postado por AUTOentusiastas em 02/02/11

"Texto de Arnaldo Keller
 
Já ensinei bastante gente a dirigir. Muito disso se deve a eu ter morado por quase trinta anos na fazenda, e nessa, com toda a segurança que aquele espaço oferece, ficava fácil colocar a molecada pra guiar. Irmã, primos, filhas, sobrinhos, amigos das filhas, peão, filho de peão – quem passava por lá, e não soubesse guiar, eu acabava ensinando.
 

Outro dia, e é por isso que escrevo este texto, minha filha caçula estava lembrando de quando a soltei sozinha no nosso velho bugue Glaspac 1970. Ela tinha coisa de uns sete ou oito anos. Estávamos num campo de feno, ou seja, um imenso gramado de alguns alqueires de chão, quando a coloquei no banco do motorista com almofadas nas costas. Fiquei no banco do carona, estiquei as pernas pra alcançar a embreagem e acelerador, engatei a 1ª e botei o bugue pra andar.
 
Cuidei de ensiná-la frear suave, pois tinha medo que numa freada ela metesse a cara no volante – e isso foi fácil, já que o bugue não tem servo-freio. Quando depois de umas voltas vi que tudo ia sob controle, pulei fora. E lá foi ela acelerando devagarinho em 1a marcha e fazendo curvas pra lá e pra cá, emocionada, com medo e êxtase misturados no seu "voo solo". No começo corri atrás, pra garantir mesmo, até que vi que tudo ia muito bem e parei, só olhando. Depois, como ela não conseguiria apertar o pedal de embreagem, pulei de volta pra dentro e fiz a coisa parar direito.
 
É claro que houve um preparatório. Há anos que ela e as duas irmãs guiavam direto no meu colo. Há anos que também guiavam um mini-bugue todo estropiado, mini-bugue em que metiam coisa de umas seis crianças amontoadas, fora um ou dois cachorros, e saíam fazenda afora, fazendo curvas onde saíam crianças e cachorros rolando pelas laterais. Criança de fazenda é assim mesmo, graças a Deus, vivem se esfolando.
 
Com minhas filhas no colo eu só pegava no volante em último caso. E isso desde bem novinhas, tendo uns três ou quatro anos, por aí, pequenas mesmo. Minhas mãos iam por baixo. Uma ficava espalmando o plexo da filha, para o caso de eu ter que frear, enquanto que a outra mão ficava aberta ao redor do aro do volante, onde bastava eu a fechar para ter o volante agarrado. O carro – claro que devagar – ia indo em direção a uma árvore. Minha mulher se arrepiava "Naldo! Olha aí! Você não faz nada! Olha a árvore! Tá maluco?" e eu frio, deixava que fosse, para que minha filha sentisse que a coisa dependia dela mesma, que tinha que ser ela a reagir e não eu, e eu só assumia nas últimas, pra que desse um frio na barriguinha delas.
 
E elas se viravam, e muito melhor do que a maioria dos adultos pensa.
 
Estou convicto de que devemos ensinar nossos filhos a guiar o mais cedo possível. E não é só ensinar o basicão e boa. Devemos estar sempre dando dicas, como até hoje faço, mesmo elas tendo mais de vinte anos. São infinitas as dicas, para quem gosta de aprender, e continuo aprendendo.
 
Devemos ensinar cedo. Primeiro, porque as crianças adoram e é uma diversão ótima, além de uma conquista. Segundo, porque as coisas que aprendemos quando jovens são as mais bem aprendidas. Terceiro, porque sempre procurei fazer com elas um monte de pequenas loucuras que elas inevitavelmente iriam fazer, comigo ou "sem migo", então é melhor comigo, pois assim elas se satisfariam e teriam segurança, além de aprender a fazer as loucurinhas com segurança e sem bancar o trouxa que se estrepa. Quarto, porque prefiro a mim a ensinar, a deixar que um instrutor de auto-escola o faça (todos aqui sabem que qualquer débil mental obtém a licença neste país).   
 
Fazendo assim, quando atingirem a idade de tirar a habilitação, imediatamente sairão guiando nos trinques.
 
Honda 750 Four: meus primos na "minha" moto
Já vi muitas moças se estreparem ao lado de namorados idiotas metidos a piloto. Minhas filhas sabem como se guia direito e nunca deixaram rolar esse tipo de estupidez. O mesmo ocorre com motos, pois as três mandam desde cedo e direitinho na moto também. Já vi muita moça ignorante na garupa de um desmiolado, sem ter a mínima ideia das barbaridades que o garotão acéfalo cometia.
 
Tive alguns amigos cujos pais eram uns que se diziam certinhos e só deixaram que meus amigos guiassem "quando fizessem 18 anos, com o instrutor, a pessoa habilitada para instruir a guiar". Qual o quê! Pra mim, não ensinaram seus filhos por preguiça. A consequência é que esses tais amigos nunca guiaram bem, nunca guiaram de "forma natural". Assim é também com qualquer esporte: os bons mesmo aprenderam quando novinhos, quando o cérebro parece uma esponja pra absorver ensinamentos.
 
Uma esponja, sim, absorvendo ensinamentos, que podem ser bons ou ruins, portanto, ensine direito, não lhes crie vícios errados.
 
Ensine que quem está dirigindo é o responsável final pela segurança e conforto de quem vai a bordo, além, é claro, da segurança dos que o circundam.
 
Ensine que nossa obrigação é dar tranquilidade aos passageiros.
 
Ensine que se um deles se sente inseguro por achar que ele está correndo muito, que ele tenha paciência e trate de maneirar, desde que andar mais devagar não implique em piora da segurança, como ocorre em alguns casos.
 
Ensine que se acharem que ele anda colado demais nos carros da frente, que ele pode crer que anda colado mesmo, que distancie. Que ele trate de guiar macio. Que ele trate de guiar tranquilo, seguro do que faz – que não passe insegurança, mesmo que a situação do momento seja para tanto.
 
Ensine que ele antes de correr deve se certificar de que quem vai com ele também está mesmo a fim.
 
Ensine que não deve se arriscar com crianças a bordo, nunca.
 
Ensine que se ele quiser arriscar o pescoço, que ele arrisque só o dele e o de mais ninguém.
 
Ensine que ele não deve ficar mostrando que "é um puta piloto", e que o mais provável que ele vai provocar é pânico em vez de admiração. Respeito é bom e todos agradecem.
 
Ensine e ensine, porque também somos responsáveis pelo que nos omitimos de fazer.
 
Não há nada melhor na vida do que saber que os filhos sabem tocar a própria vida direitinho.
 
 
Ensine e passe o comando"

Boa música

Nuvem Passageira - Kleiton e Kledir

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ojos así

 

Memorável

 

Escolinha

 

Sunset

 
 

Tatto

 

Formanda

 

Sky

 

Pipa

 

Praia

 

Silvana e Valentina

 
 

Banho

 

Lavadora

 

Independent Women

 

Olhando

 

Fotógrafa

Fotos feitas por Valentina.

Boa música

Lual em Bertioga, sempre tinha um que mudava a letra para:

"Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de Bertioga e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninos"


Meninos E Meninas - Legião Urbana

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Boa música

29 anos...

Vinte E Nove - Legião Urbana