quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Benajmin Zander em Música e Paixão

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/benjamin_zander_on_music_and_passion.html

Bobby McFerrin hacks your brain with music

World Science Festival, Filmed Jun 2009; Posted Feb 2010

domingo, 4 de dezembro de 2011

Boa música

ZZ Top - Legs 

domingo, 20 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Boa música

Vejam o sincronismo das batidas com paisagem.

 The Chemical Brothers - Star Guitar (2003)


Boa música

Detonautas - Voce Me Faz Tao Bem (Acústico)


Boa música

Nicki Minaj - Super Bass

Diga-me com quem andas que te direi quem és

Meus comentários: 
Sempre tive dificuldades de fazer amigos. Eu ainda tenho. 
Não é fácil encontrar pessoas com o mesmo tipo de pensamento. 
Na adolescência isso foi mais complicado, porque os amigos que estavam disponíveis simplismente não "fechavam". 
 Neste casos, sempre tinha duas opções: mudaria meu jeito de ser ou ficava sozinho. Já dá para imaginar o que acontecia... 
Após alguns erros e acertos comecei a entender que o ditado antes só do que mal acompanhado faz muito sentido. Se é para ficar próximo de alguém que não te motiva a fazer coisas melhores e maiores, talvez seja melhor ficar só. 
É claro que a fazer as coisas sozinho é muito chato, mas você acaba se acostumando com o tempo. Tomando um pouco de cuidado para não se afundar no próprio eu e não fechando as portas para as coisas interessantes que aparecem, naturalmente apareceram pessoas boas (de todas as idades) que te ensinam a viver de uma maneira melhor. 
Quem sabe até você neste ponto você já seja uma pessoa diferenciada, que poderá dividir sua beleza com o próximo. 
Resumindo, se for para aprender escolha algúem melhor que você naquilo que você quer melhorar. Selecione suas asmizades, elas fazem toda diferença. 
O texto abaixo explica muito melhor o que quero dizer. 
 Um abraço, Rafael Aun


Por: 
Fonte: http://papodehomem.com.br

“Diga-me com quem andas que te direi quem és”, falava minha mãe.
Talvez não quem é, mas certamente indica quem você vai se tornar.
Charles Chaplin & Albert Einstein: "se você continuar insistindo pra eu fazer piadas, eu vou te pedir pra provar a relatividade no quadro negro agora!"
Charles Chaplin & Albert Einstein: "se você continuar insistindo
pra eu fazer piadas, eu vou te pedir pra provar a relatividade
no quadro negro agora!"
Quantas vezes não chegamos com aquela ideia totalmente revolucionária, que tínhamos certeza que seria a coisa mais legal da vida, e um amigo nos joga pra baixo? Fazem você ficar com medo de tomar determinada decisão? Riem de você quando conta que vai começar uma dieta na segunda feira, e você até desiste de vergonha.
Ou o contrário, conta para aquele seu amigo que precisava perder uns quilinhos e recebe uma bela ajuda para mudar sua rotina?
Somos diretamente influenciados pelas opiniões, pontos de vistas e atitudes de nossos amigos. Obviamente, quanto mais próximos, maior a influência.
Carl Sagan & Dalai Lama: "você conhece aquela do 'make me one with everything'?"
Carl Sagan & Dalai Lama: "você conhece aquela do 'make me one with everything'?"
Li recentemente uma história sobre uma mulher formada em administração cujos cinco amigos mais próximos eram dois engenheiros do Google, um engenheiro da Eventbrite, um arquiteto, e seu pai, que era presidente de um clube de futebol. O texto conta que Jane, inspirada por como os amigos amavam seus empregos e como se sentiam realizados, resolveu começar a programar. Em nove meses, saiu do seu emprego provisório, fora da sua área de formação, e se tornou uma engenheira de software. Foi de nunca ter escrito um único código para programar todos os dias. E ainda aprendeu a falar chinês.
Micheal Jackson & Paul McCartney lavando os pratos. Mick Jagger cozinhou.
Micheal Jackson & Paul McCartney lavando os pratos. Mick Jagger cozinhou.
Pessoas tendem a acreditar que grande parte das suas ações é ditada simplesmente por sua própria vontade, mas ao longo da história podemos ver centenas de casos de sucesso onde amigos foram bem sucedidos juntos, um empurrando o outro pra frente, fazendo com que o sucesso de ambos fosse inevitável.
Henry Ford, Thomas Edison, Warren Hardin (presidente dos EUA) e Harvey Firestone trocando uma idéia. O que será que conversavam?
Henry Ford, Thomas Edison, Warren Hardin (presidente dos EUA) e Harvey Firestone trocando uma idéia. O que será que conversavam?
Na minha vida, tive sorte não de ter realizado algo mas de ter encontrado parceiros que me incentivaram a me tornar uma pessoa melhor e que tentaram melhorar as vidas dos outros.
Há alguns anos, trabalhando em uma empresa quase falida recém-absorvida por uma forte companhia emergente, tive a sorte de não ser demitido, uma vez que os objetivos da compradora não incluíam a minha área de especialização. Fui encaminhado para acompanhar um projeto de algo que nunca tinha visto na vida. Eu era o cabeludo que usava camisa de banda e calça larga, sem muito carisma. Não estava nem um pouco me importando com o que pensavam. O cara que eu iria acompanhar era a pessoa mais simpática que já conheci, o tipo que em alguns minutos tem a atenção de qualquer garota, cliente ou provável futuro amigo. Era bem feio, até as garotas falavam isso, mas nenhuma delas conseguia ficar longe do mojo do rapaz.
Muhammad Ali & Martin Luther King: "Eu tenho um sonho... de cobrir os racistas de porrada!"
Muhammad Ali & Martin Luther King: "Eu tenho um sonho... de cobrir os racistas de porrada!"
Nessa época, eu só andava com ele, pra cima e para baixo. Era tão impressionante a capacidade e o carisma que ele havia desenvolvido que comecei a observar os detalhes. A forma com que cumprimentava todo mundo, a voz enérgica, a postura sempre positiva, a prontidão e disposição para tudo.
Felizmente, hoje em dia, elogiam em mim essas mesmas características. Ainda estou longe de alcançar aquele grau de carisma e confiança, mas meu sucesso foi totalmente definido pela minha recente amizade com ele.
George Lucas, Akira Kurosawa & Francis Ford Coppola. Teríamos várias versões épicas desse encontro, cada uma de um ponto de vista diferente, e três delas seriam prequels.
George Lucas, Akira Kurosawa & Francis Ford Coppola. Teríamos várias versões épicas desse encontro, cada uma de um ponto de vista diferente, e três delas seriam prequels.
Entretanto, já vi o oposto acontecer.
Meu irmão é um cara dos mais inteligentes que conheci. No começo da idade adulta, enquanto eu andava com os nerds, ele se juntou aos “caras errados”. Em pouco tempo, perdeu todos os plurais do seu vocabulário e praticamente se forçava a falar errado – porque “é como meus amigos falam”. Se vestia mal e perdeu grandes oportunidades de trabalho por vícios causados por essas amizades. Parecia querer sempre se manter por baixo, ser menos do que podia ser. As amizades erradas o levaram para um destino muito diferente do que qualquer pessoa poderia prever. Para se igualar aos amigos, ele absorveu seus defeitos e abdicou de suas próprias qualidades.
Charles Bukowski & Mickey Rourke: às vezes, um puxa o outro pra baixo. Ou não.
Charles Bukowski & Mickey Rourke: às vezes, um puxa o outro pra baixo. Ou não.
Você deve estar se perguntando:
“qual influência meus amigos têm sobre mim? Para onde estão me levando?”
Mas por que você não se pergunta o seguinte:
“Qual é a influência que tenho sobre meus amigos? Para onde eu os estou levando? Sou um bom amigo? Estou incentivando as atitudes certas? Intervindo e dando conselhos quando necessário?”

Link YouTube | Esse videozinho está em inglês, mas entrega bem o recado.
Somos peças importantes na vida de nossos amigos. Nosso objetivo conjunto deve ser sempre a busca de uma vida melhor. Procurar o apoio de novos amigos para alcançar sucesso é um caminho doloroso, mas em algum momento você acaba se afastando de quem não agrega mais nada.
Quer outro bom exemplo? Imagine Steve Jobs e Steve Wazniak sonhando com a Apple. Ou Bill Gates, Steve Ballmer e Paul Allen criando a Microsoft. Ou mesmo com todas as desavenças, Eduardo Saverin e Mark Zuckeberg do Facebook.
Poderia ter sido você e seus amigos.
Bardot & Picasso. Sem trocadilhos, por favor.
Bardot & Picasso. Sem trocadilhos, por favor.
Veja também o excelente tumblr Awesome People Hanging Out Together. Em tradução bem livre, “gente foda andando junta”. Várias das fotos desse texto saíram de lá.
Alberto Brandão

Treina Taekwondo desde os 12 anos, Parkour desde 2004 e agora se aventura dentro do mundo do jiu-jitsu. Relata suas práticas e ideias numblog, escreve no selfsoilwork.blogspot.com e foi um dos autores doparkourbr.blogspot.com. Trabalha com consultoria de tecnologia da informação e mora em Brasília-DF .

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O CARRO DO MEU PAI (My Dad´s Car)

Para pagar os estudos do seu filho, Herb Younger teve que forçosamente vender seu amado Impala 65. 

Vinte anos depois, conseguiram retribuí-lo.

Fortes emoções.. (http://comparsas-do-blog.blogspot.com/)

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Boa música

Bon Iver 
 Holocene

 Muitas e muitas vezes me senti como o garoto deste clipe. As vezes ainda sinto. Rafael Aun

 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Jamil Aun



by Estefania Peroza 
7 de Novembro de 2011

Edunque!

Sinto ausência de suas frases de efeito, seus poemas e recitais, seus "viva", seus passos leves, sua cordialidade, sua vontade de viver, seu jeito sistemático, seu nervosismo pontual, sua vontade de comer toda hora como um passarinho, aquela pizza que não o deixaria passar da porta do céu, um babaganush que eu estava aprendendo com a mestra, um cappuccino fazendo das garçonetes amigas a quem ele daria um livro, de tomar um sorvete de qualquer sabor e conhecer vaca-preta, de comer sushi de palitinho pela primeira vez aos 90 anos de idade - e adorar!, de não ver enxergando, de ouvir sem ouvir, de perguntar como vão as vendas do dia e dizer para poupar dinheiro porque a velhice chega, de entender a complexidade da internet tendo passado por duas guerras mundiais e pedir para por tudo no google, de ter sempre uma palavra amiga para um momento difícil, ou não - e o silêncio ajudar, de pegar alguém novo na família com a piada do bonde, e chorar de tanto rir, de dizer "durmam com os anjos" todas as noites por volta das 9 horas, de lavar a louça inteira do café da manhã organizando item por item e deixando sempre o detergente exatamente no mesmo lugar, de separar todo o lixo útil com suas engenhocas, de escrever "cuidado, sr. lixeiro: vidro quebrado", de usar 25 guardanapos por refeição e tirar sarro de seu próprio babador, de ficar bravo cada vez que vê a comida cair de seu garfo porque não admite achar que está dando trabalho, de ter sede e sobretudo interesse por tudo o que é novidade, por querer votar, por ouvir tão ávido os livros que minha mãe leu, do sangue turco, do seu sininho, de amarrar o sapato com os pés sobre a cadeira...

Quer saber, vô? "Eu vou é durmi!".
Isso "marcô".
Porque "O senhor é que brilha!"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Boa música

Baile Dos Passarinhos A Turma do Balão Mágico A musica preferida da Valentina.

Escolinha

O peso da idade

O peso da idade aparece quando sua filha nao cabe em seus bracos e a fadiga mostra que ja se passaram mais de dois anos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Think different



Um dos meus carros favoritos, que teve um dos meus pilotos favoritos.

Até comprei uma miniatura que achei por acaso, que está devidamente guardada no "organizado" báu de brinquedos da Valentina.

Uma breve história sobre coisas que acredito: pensar diferente.




Ken Tyrrell, dez anos depois
fonte: http://continental-circus.blogspot.com/ ()


Alto, algo desengonçado e amante do cricket. Chamavam-lhe "tio" e tinha num negócio de madeiras que sustentava o seu "hobby" de final de semana. Até que certo dia, a sua paixão tomou conta da sua vida, especialmente quando encontrou um jovem escocês no qual lhe deu fama e glória e no ficaram amigos para sempre. Esse homem chamava-se Ken Tyrrell e morreu faz hoje dez anos.

Muitos o apanharam provavelmente no final da sua carreira, como o velhinho simpático que tinha uma equipa muitas das vezes no final do pelotão. Eu pessoalmente tinha um certo fascinio por essa personagem, porque simbolizava de uma certa forma aquele espírito garagista britânico: copnstruir uma equipa pela sua paixão dos automóveis, não tanto para conseguir resultados. Mas por causa dele e da sua persistência que a sua equipa ficou na Formula 1 durante 28 temporadas, inspirando muitos outros, como Giancarlo Minardi ou Frank Williams. Minardi por nunca ter subido ao pódio, e Frank Williams viveu imensos momentos de glória, mas ambos tiveram - e têm - o espírito de Tyrrell.

A sua equipa era aquela onde todos queriam estar nos anos 70. E ele acolheu enormes talentos em inicio de carreira, porque tinha olho para eles. O primeiro foi Francois Cevért, mas depois veio Jody Scheckter, Patrick Depailler, Didier Pironi, Mike Thackwell, Michele Alboreto, Martin Brundle, Stefan Bellof, Ivan Capelli, Jean Alesi, Mika Salo. Mas também acolheu pilotos pagantes, cujo talento era inversamente proporcional ao tamanho da carteira. Slim Borgudd, Ricardo Zunino, Desireé Wilson, Julian Bailey, Olivier Grouillard, Ukyo Katayama, foram alguns dos pilotos que passaram por aí, dando o dinheiro que Tyrrell bem precisava no final da sua carreira.

Tyrrell meteu-se no negócio dos chassis por necessidade. Afinal de contas, era feliz com o negócio que tinha com a Matra, que lhes providenciou um fabuloso chassis em 1969, o MS80, que colocou na perfeição o seu motor Ford Cosworth, um dos dois elementos mais valiosos que tinha. O outro elemento valioso era um disléxico escocês chamado James Young Stewart. Jackie para os amigos. Só que no final de 1969, a Matra pediu-lhe para abandonar os Cosworth e aceitar os Matra V12. Stewart testou-o e não gostou. E como o "Tio Ken" gosta de ouvir o que os amigos lhe dizem, decidiu aceitar o conselho.

Depois descobriu um bom engenheiro, Derek Gardner. Tinham comprado um chassis March, mas achavam que poderiam fazer melhor e não ficar dependentes dos outros. Convencido, ele, Gardner e Stewart lançaram-se no Secret Project, montado na garagem da casa de Gardner. O veículo estava pronto em setembro de 1970, e tornou-se no chassis 001. E ano seguinte deu ambos os títulos a Jackie Stewart e à Tyrrell, e deu a Francois Cevért a sua unica vitória na Formula 1.

Depois do final da "era Stewart" e da trágica morte de Cevért em Watkins Glen, deu lugar a uma nova dupla, totalmente nova. Este novo começo pode não ter sido tão bem sucedido como o anterior, mas foi nessa altura que surgiu o carro mais original e mais revolucionário que a Formula 1 jamais conheceu: o P34 de seis rodas. Conta-se que Gardner contou a novidade a Tyrrell durante um vôo transatlântico, e após o terceiro copo de "whisky"... o chassis correu durante duas temporadas e deu uma vitória para Scheckter - irónicamante, odiava o carro - e capturou a imaginação de toda uma geração.

Contudo, o fato da Goodyear não querer desenvolver pneus de dez polegadas para as rodas da frente do P34 fez com que a Tyrrell se desinteressasse pelo desenvolvimento do carro, e tembém pela saída de Gardner da equipa. Apareceu depois Maurice Philippe, o primeiro de bons desenhistas e engenheiros que a equipa teve, e que culminou com a entrada de Harvey Postlethwaithe, que em 1990 desenhou o 019, o primeiro carro de bico levantado da história da Formula 1, e como acontecera 14 anos antes com o P34, capturou a imaginação de todos e inaugurou uma tendência.

Nos anos 80, resistiu terminantemente aos Turbo, perdendo competitividade a olhos vistos. Agarrado aos Cosworth, ainda vencia corridas em 1982 e 83, graças a Michele Alboreto nos circuitos citadinos de Las Vegas e Detroit. Em 1984, decidiu apostar numa dupla totalmente nova e inexperiente - Martin Brundle e Stefan Bellof - mas resistia aos Turbo, ficando inevitavelmente na última fila da grelha. Mas incrivelmente, conseguia pontuar quando a oportunidade surgia. No meio do ano, descobriu-se o "segredo": corria abaixo do peso regulamentar, que compensava, enchendo-o de água, que servia de lastro. Resultado: a Tyrrell foi a primeira equipa a ser excluida do Mundial de Formula 1, e os seus pontos conquistados anteriormente - que incluia um pódio de Stefan Bellof no Mónaco - foram retirados retroativamente.

No ano seguinte, rendeu-se às evidências: arranjou um motor Turbo, neste caso a Renault. Mas quando se anunciou a abolição desses mesmos motores, em 1986, foi o primeiro a colocar motores aspirados nos seus chassis no ano seguinte.

Ao longo dos anos 90, e com a chegada de cada vez mais dinheiro e de um outro tipo de organização, a Tyrrell parecia ser cada vez mais anacrónica, com dificuldades em arranjar dinheiro para sobreviver. Cada vez mais velho, e vendo que não havia mais ninguém capaz de colocar o barco para a frente após a sua partida, rendeu-se às evidências e decidiu vender a sua equipa à British American Tobacco em 1998. Esta virou BAR em 1999, que por sua vez deu a Honda em 2006, depois da Brawn GP e agora é a Mercedes. Longa viagem isto deu...

Depois da Tyrrell, a comunidade automobilistica britânica não o esqueceu. Elegeu-o como presidente do BRDC, o British Racing Drivers Club, e lá ficou por um ano até que lhe foi detetado o cancro que acabou por o matar, a 25 de agosto de 2001. Quem o sucedeu no BRDC foi o seu bom amigo Jackie Stewart, que por essa altura já tinha escrito a sua página na história como construtor. Mas o seu legado no automobilismo como construtor tinha ficado, e hoje em dia muitos consideram que a sua parceria com Stewart e Cevért uma das mais perfeitas da história da Formula 1.

sábado, 27 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

10 coisas que aprendi com o mar

Assista com calma em tela cheia.

ten things i have learned about the sea from lorenzo fonda on Vimeo.


1. O mar vai te seduzir para o esquecimento.

2. O mar é inconcebivelmente maior do que eu.

3. O mar é um espelho. Se estou feliz, ele será feliz. Se estou triste, ele será triste.

4. O mar não sabe que horas são, porque o tempo repousa no mar mesmo.

5. O mar é uma criatura viva, e nenhum movimento de respiração é igual ao anterior.

6. O mar vai chutar seu traseiro humano, não importa o que aconteça, a qualquer momento.

7. O mar vai entediá-lo até a morte.

8. Ou pode fazê-lo se sentir uma criança de seis anos novamente.

9. O mar é céu e inferno, e uma alma vivente pode apenas adivinhar o que aguarda nas suas profundezas.

10. O mar sabe algo que não sabemos

Boa música

The Strokes
Under Cover Of Darkness


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O BOM MOTORISTA É O MOTORISTA MACIO

Por José Luiz Vieira - Motor 3, julho 1981

No frigir dos ovos o que importa é não ter acidentes. O ser humano quase sempre dirige como vive. Como na vida, porém, um disciplinamento correto de suas atitudes poderá torná-lo altamente seguro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em todas as bases aéreas americanas havia um quadro na sala dos pilotos que dizia:

There are old pilots. There are bold pilots. But there are no old bold pilots.
Ou, em português aproximado, "há velhos pilotos, há pilotos valentes, mas não há velhos pilotos valentes".

Essa mesma filosofia aplica-se bem aos "pilotos" da moderna guerra do tráfego - uma guerra sem quartel, em que os ases se degladiam ferozmente, tendo por armas não mais aviões, metralhadoras e bombas, mas automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões.


Existem, para os estudiosos do assunto, dois tipos de dirigir: o dirigir ofensivo e o dirigir defensivo.

A diferença entre os dois modos básicos de se encarar a atividade de dirigir, pode ser amplificada facilmente. Qualquer um que já andou de táxi em São Paulo, num Fusca de frota, sabe o que é dirigir ofensivamente. Sentado precariamente no banco traseiro, meio agarrado aos restos de uma alça de ajuda junto à porta dianteira, os joelhos quase tocando o queixo devido à uma colocação desconfortável e perigosa de uma tábua que levanta o chão ao nível de soleira da porta, o pobre passageiro vê o imitador de Nelson Piquet à sua frente continuar acelerando até o último instante, jogar as patas sobre o pedal de freio com toda força, e ainda, por não ter dado tempo e distância suficientes, tirar uma fina num ônibus ou caminhão, e finalmente parar do lado direito de um desses veículos, que não terá meios de saber que aquele incômodo mosquito está pedindo para ser esmagado.

A agressividade deste hipotético motorista típico de frota reflete-se na maneira irregular de acelerar, frear, fazer curvas e mudanças de marcha. Se alguém colocasse um medidor de acelerações e decelerações nesse carro, veria que as curvas do gráfico não seriam curvas: seriam picos e vales violentos, desconexos.

O oposto a um motorista desse tipo seria aquele que, embora geralmente ande mais depressa que os outros quando a estrada está livre, tem, no entanto, a capacidade e o gosto de dirigir macio.

Suas passagens de marcha, embora rápidas, são quase imperceptíveis ao passageiro; suas freadas são calculadas a distância; sua aceleração é constante, por igual, suas curvas são calmas, silenciosas, confortáveis. Para conseguir dirigir macio, esse motorista está sempre olhando mais à frente do que os outros ao seu redor, antevendo problemas, resolvendo-os "a priori", evitando assim ser apanhado de surpresa e , talvez, reagir incorretamente. Ele dirigedefensivamente.

Ser macio: eis a marca do bom motorista. O verdadeiro bom motorista é aquele que sabe tirar o máximo de sua máquina, ser forçá-la jamais, e sem que seus passageiros se apercebam do fato.

A característica típica do motorista ofensivo é o de andar perto demais da traseira dos outros. Confiante em seus incomparáveis reflexos, ele anda sempre "colado", esperando que o da frente "dê uma bobeada". Ele aí vai passá-lo, fácil.

Se vier um Scania do outro lado, ele vai acabar jogando para fora da estrada o carro que estava começando a ultrapassar. Se o da frente frear de repente, sua freada vai ser tão estrepitosa que o quarteirão inteiro vai acordar. Ele estará atravessado na rua, xingando o "imbecil que não tinha nada de parar". Mais cedo ou mais tarde, a frente de seu carro vai virar sanfona.

O indivíduo agressivo por natureza é sempre um motorista também agressivo, que adora gritar imprompérios aos outros usuários da estrada, quando não fazer-lhe gestos "carinhosos". O curioso, porém, é que muitas pessoas que, em suas vidas não-automobilísticas são normalmente calmas, caridosas, polidas, ao sentarem-se ao volante de um automóvel tornam-se animais rosnantes e malévolos, perfeitamente capazes até mesmo de homicídio.

Fechadas violentas, para essa gente, é nada mais nada menos que "o que o outro merece". Mais cedo ou mais tarde, também, serão acidentados. Mas o pior é que estarão acidentando mais outras pessoas junto com elas.

Um motorista defensivo não se distrai: ele sabe que dirigir é uma tarefa de tempo integral. Olhando sempre bem à frente, percebe, à distância, um farol verde que está verde há muito tempo e portanto logo passará a vermelho; um carro que está começando a dar sinal de virar; um motorista que está colado demais à traseira de um outro carro; crianças brincando na calçada; buracos na rua; um motorista que está fechando a janela de seu carro e provavelmente vai sair pela porta esquerda; pés de pessoas que acabaram de saltar de um ônibus e vão passar, como galinhas tontas, à frente desse mesmo ônibus para tentar atravessar a rua, provavelmente correndo. Preparado para qualquer dessas eventualidades, o motorista defensivo raramente poderá ser causador de um acidente.

Não adianta brigar com o tráfego: se ele está ruim, o bom motorista sabe que o tem a fazer é ligar o rádio e deixar que uma boa música o mantenha tranqüilo. Se não tiver rádio, ou não tiver vontade de ouví-lo, poderá passar a ouvir seu próprio carro. É justamente nessas horas de tráfego ruim, com o carro mais quente do que de costume, que o veículo avisa seu dono de que não está totalmente bom de saúde. Acima de tudo, o bom motorista não abusa da buzina: sabe que altos níveis de ruído são fontes certas de irritação para si e para os outros.

Não é apenas na maneira de enfrentar o tráfego que o motorista defensivo se prova. É também na maneira com que evita os maus elementos das ruas e estradas. Se alguém cola à sua traseira, ele imediatamente sabe, pois usa seus espelhos retrovisores rotineiramente. Se tiver estrada, afunda o pé e "despacha" o perigoso. Se achar prudente não correr, imediatamente deixa-o passar, para que se torne ornamento do porta-malas de mais alguém. Se o "coladinho" não sair de trás, ainda assim poderá evitar consequências mais sérias simplesmente deixando mais espaço a sua frente; se for forçado a diminuir a marcha, poderá fazê-lo com menos violência. Muitas vezes, ao ver o indesejável "traseirista" especialmente colado, liga as lanternas traseiras. Quase sempre a reação é a mesma: de repente, aquela luz vermelha, ali no nariz do incauto, dá-lhe um tremendo susto. Ele tem certeza que foi a luz do freio e que o miserável da frente está enfiando o pé no freio. A batida parecer-lhe-á iminente. Ele freia violentamente, e fica com cara de bobo ao ver o da frente distanciar-se.

Em meio a tráfego rápido, o bom motorista nunca diminui muito a velocidade para entrar em outra rua. A manobra é feita o mais rapidamente possível, após ter avisado os outros usuários da via publica, a tempo mais que suficiente, de suas intenções de manobra, através do pisca-pisca.

Em tudo isso, o motorista conta com um instrumento importantíssimo: o seu carro, em muito bom estado de conservação e manutenção. Nâo apenas seus freios, pneus e direção estão bons, mas todos os seus avisadores, acústicos e ópticos, estão funcionando cem por cento. Suas lanternas traseiras, especialmente, são checadas visualmente todos os dias, pois não se sabe quando uma lâmpada poderá queimar um filamento. E ele sabe que é fácil olhar pelo espelho retrovisor, para ver se o reflexo das lanternas numa parede ou nos faróis e cromados dos veículos que estão atrás.

É claro que ser um motorista ofensivo é muito mais fácil do que ser defensivo. A tendência é essa mesmo. Mas, é também lógico que é muito melhor sair do comum, tornar-se bom em alguma coisa. No caso do automóvel, isso exige muita dedicação, muita vontade de aprender, muito desejo de melhorar seu próprio "status" como ser humano. O gostoso vem quando a pessoa percebe que começou a aprender. O orgulho que isso traz é garantia de querer mais. Pouco a pouco, torna-se convicto que que o melhor no automóvel é saber que se pode fazer o que os outros aparentemente não conseguem: ser seguro.

JLV

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Conveniência

Quando uma pessoa lhe lhe falar:

Ei você, todo mundo está indo naquela direção, você não vai chegar a lugar algum se continuar desse jeito! Veja só aquele fracassado! Ele foi por onde você está caminhando agora.

Ouça, mas siga seus instintos. Talvez seja só conveniência.

A grande farsa do Aquecimento Global #1

Aquecimento Global - Uma Farsa, por Luiz Carlos Molion

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Se seu pai fosse um super-herói, qual ele seria?


Hoje deve ser Dia dos Pais e muito provavelmente estarei dentro de um avião fazendo uma longa viagem de volta para casa.

Eu não sou muito fã de dias comerciais. Acho que datas importantes são aniversário e Ano Novo. Mas para não deixar de fora também o meu dia, vou fazer um post respondendo minha pergunta.

Se seu pai fosse um super-herói, qual ele seria?

Se meu pai fosse um super-herói ele talvez seria o Super-Música.

Se ele pudesse ser também outro super-herói ele seria o Super-Cozinheiro, ou talvez o Super-Mecânico, quem sabe o Super-Tenista e possívelmente o Super-Leôncio (aquele do Pica-Pau).

Um Super-Piloto de Corrida, um Super-Chato, um Super-Madrugada, o Super-Pum, Super-Mercado, Super-Antiquário, Super-Legal e um Super-Coração Mole.

O Super-Filho, Super-Pai, Super-Avô, Super-Incompreensível, Super-C.E.T, Super-Bertioga, Super-Itatiaia, Super-Mergulhador e Super-Amigo.

Super-Vai com Deus meu filho!, Super-Vai com calma Marcelo!, Super-Lila Eu te Amo!, Super-Belina, Super-Inteligente, Super-Imbatível, Super-Teimoso e Super-Té.

Talvez não fosse nenhum destes e fosse só meu pai.

Um beijo. Feliz dias dos pais

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Boa música

A-ha - Take On Me

quarta-feira, 27 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Excessos

O livre arbítrio deve ser mantido.

sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Boa música

Coldplay
Fix You (Live)

ÔNIBUS ESPACIAL: AS LIÇÕES ESQUECIDAS



Um texto genial sobre coisas que parecem ser indispensáveis, mas que escondem uma realidade muito presente nos dias de hoje.

O que é obsoleto? O que não serve mais? O que tem de tão especial nisso?

Se puder leiam: http://autoentusiastas.blogspot.com/2011/07/onibus-espacial-as-licoes-esquecidas.html#more


Rafael Aun

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Assim quero envelhecer

Speed: Sir Stirling Moss and his Porsche 718 RS 61

terça-feira, 19 de julho de 2011

Video

Você mudaria de cidade a trabalho?

Há uma coisa que é preciso saber reconhecer: o melhor emprego nem sempre estará próximo à sua casa...




O que lhe soa mais atraente? Um: a casa que construiu aos poucos para toda a sua família, com seus amigos por perto e na cidade que você tanto gosta ou; Dois: uma carreira promissora e ascendente, com salário e cargo atraentes, mas em uma cidade que você desconhece, onde toda a família deverá ir com você – ou não? A resposta, claro, varia das prioridades que cada profissional dá à sua carreira, do estado civil, o número de filhos, às condições de trabalho que a empresa oferecerá etc.

Mas, além disso tudo, há uma característica implícita nas pessoas que pode ser determinante nessas decisões: flexibilidade. Para aqueles que já negaram de prontidão o título do artigo ou a opção numero dois, muito provavelmente já têm em sua personalidade uma característica de rigidez, inflexibilidade, até mesmo teimosia. Mas o que há de ruim nisso? Algumas oportunidades já podem ter passado ao seu lado e você nem se dado conta, negado, ou mesmo superiores já terem descartado a possibilidade de lhe oferecer, sabendo que você negaria ou como se comportaria.

Mudança é algo que lembra transtorno, estresse, readaptação, e a maioria dos profissionais nunca parou para pensar nessa situação. Apesar disso, há uma coisa que é preciso saber reconhecer: o melhor emprego nem sempre estará próximo à sua casa. Ávidas por crescimento, as empresas tem investido pesado nas cidades de médio porte, montagem de novas fábricas, sucursais, escritórios, e a realocação de profissionais é consequência disso.

Quando as empresas decidem abrir um cargo acima de você, não significa que somente você crescerá, mas todos que estão logo abaixo. Às vezes também não haverá espaço para crescimento no local onde você trabalha, e a única alternativa seria mudar-se para um local em pleno crescimento, onde provavelmente também o seu trabalho terá muito mais destaque.

É bom lembrar também que, quanto mais alto o cargo, mais a empresa precisa do profissional, mais importante ele é e, consequentemente, enquanto se ganha em uma coisa, se abre mão de outras, como o tempo dedicado à família. Falando em família, um ponto a ser considerado também é a possibilidade de o cônjuge ser chamado para trabalhar em outra cidade. Você se doaria para acompanhar a carreira do par?

Mas, caso você seja o convocado, a negociação com a empresa é fundamental. Várias delas tem oferecido uma série de benefícios para ajudar na mudança de seus colaboradores, pois tão importante que a empresa cresça, é que o funcionário seja acomodado com conforto em uma terra desconhecida. Meses de aluguel ou hotel pagos, auxílio para a escola dos filhos, mudança paga e também aconselhamento de carreira para recolocação do cônjuge.

E, claro, nunca se esqueça do custo de vida da cidade-destino. O salário mais alto não é sinônimo de mais conforto, principalmente se o custo de vida é mais alto e se o cônjuge estará desempregado por algum tempo. Leve todos esses fatores em consideração, pese suas ostentações, desejos e sonhos e, quando a oportunidade surgir você já terá o queijo e a faca na mão para uma decisão certeira.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Boa música

Pra Começar (Acústico)
Marina Lima


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Casa 54

Verdades da vida

Fonte: ELIANE BRUM

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.