segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Leite Moça


Definitivamente a Valentina tem em sua genética um pouco da mamãe. Principalmente na quando ingere remédios, se estômago muito sensível parece ter um alarme que indica qualquer coisa diferente da química natural.

Imediatamente após a ingestão do remedinho, aconcheguei no meu peito a fim de fazê-la se acalmar. Na contagem até três veio um puta banho de leite azedo associado ao leve sorrisinho malicioso.

Banho no papai, banho na abelinha, tapete encardido, mamar e cama.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

! Vale, Valentina !

... Metidos bien hasta las manos en nuestro viaje, a veces cuando las cosas se ponen difíciles (y así se iban a poner en adelante), comenzamos a sentir el desgaste del que no se detiene nunca. Sin embargo, entendemos que de nada serviría todo esto, sin obstáculos. El primer año de viaje, los dioses soplaron solo vientos favorables y ciertamente nosostros supimos aprovecharlos. Ahora, si lo analizamos objetivamente, los dioses siguen soplando a nuestro favor, pero somos nosotros los que ya no logramos verlo con claridad. Nuestros problemas se resumen a las averías de la nave, pero no hemos pasado anguistias de otro tipo. Nunca nos faltó que comer, siempre conseguimos acurrucarnos en algún lugar para pasar las noches, y siendo nuestra amada latinoamérica una tierra tan "pobre" y violenta, practicamente nunca nos encontramos de frente con el peligro. Averías en el auto ¿son esos problemas? Pues al menos no son problemas graves, solo que nosotros dependemos tanto de nuestro Citro, que la confianza que sentimos al andar, es directamente proporcional al funcionamiento de la nave.

Este viaje que hemos emprendido es una maravilla. La mayor parte del tiempo las cosas no podrían salir de mejor manera, y no hacemos más que disfrutar. Y cuando las cosas se ponen difíciles, se aprende. Se aprende tanto, se conoce tanto y se hacen tantos amigos que cuesta creer si lo que vivimos es real. Cuestionarnos, aún esto, aún este regalo que por algún motivo estamos recibiendo, es nuestra naturaleza. Pero en este último tiempo, me he dado cuenta de que no podemos cometer el error de perder la perspectiva de las cosas. Me proyecto al pasado, y vuelvo a concentrarme en los motivos que nos animaron a emprender este largo camino. Vuelvo a hacerme mil preguntas en ese instante que precede al sueño y una sonrisa invade mi rostro. Camino correcto no hay ninguno, como tampoco los hay incorrectos. Los caminos no son más que una linea a transitar, lo que a nosotros nos sucede en ese tránsito, en ese ser o devenir, eso es lo que realmente importa. Miro a la Peque y me maravillo de lo que ha alcanzado, de lo que ha crecido y de la naturalidad con la que se abre camino al andar. Miro para adentro y no puedo menos que maravillarme una vez más. Miro atrás, y lo mismo. Miro a un lado, o adelante y veo oportunidades, veo una magia difícil de alcanzar y que sin embargo nos transforma con cada segundo que pasa.

No es poca cosa la felicidad, ni es poca cosa el amor...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Melancia

Hoje estava vestida de melancia.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Abre teu olho magnata!

Ontem à noite ficamos assistindo Jô Soares até ás 01:30hs da manhã ouvindo a entrevista do Pedra Letícia.

Essa menina vai longe e eu, vou com sono.

Em Plena Lua de Mel - Pedra Letícia

Dizem que o seu coração, voa mais que avião.
Dizem que o seu amor, só tem gosto de féu
Vai trair o marido, em plena lua de mel...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Quanto mais conheço gente, mais gosto do meu cachorro.


Sim, até antes de casar e mudar para o Sul nunca tive cachorro. Até então sempre fui resistente e hoje temos quatro exemplares que só não são mais amigos, companheiros e protetores por culpa minha. Este ano ainda não tive tempo de fazer o certo, mas estou confiante que logo terão mais espaço e conforto, em troca, ganho carinho e segurança.

Aprendi que os cachorros são mais sábios e puros que muita gente. Há um texto que reproduzo do autor do site: http://motite.blogs.sapo.pt, onde há algumas curiosidades interessantes como o nome da cadelinha e a relação dos vídeos feitos no momento em que o dono volta da guerra e reencontra seu nobre amigo que aguardou por um longo tempo de espera.

Se gosta de cachorro vai gostar, se não gosta também.


Meu nome é Valentina porque fui adotada no dia de São Valentino, sou uma fêmea SRD (sem raça definida, antes chamada de “vira-lata”) nascida há quatro anos em São Paulo. Não conheci meu pai, mas isso, para nós, não tem o mesmo peso do que para vocês, pessoas. Fiquei na rua os dois primeiros anos da minha vida, mas depois de passar uma semana na porta de uma casa, fui adotada pelo meu patrão. É, eu sei que vocês não costumam usar a expressão “patrão”, mas é assim que nós cachorros identificamos vocês. Não gostamos da expressão “dono”, porque somos livres e não nos consideramos propriedade de ninguém. Mas gostamos do termo patrão, porque também remete ao termo latino pater, que é a origem da palavra “pai”.

Bom, sei que vocês sabem muito a respeito dos cachorros, e que incentivam a adoção de mais e mais de nossos irmãos de rua, mas desconhecem os nossos sentimentos. Por exemplo, vocês sabiam que nós temos uma noção diferente do tempo? Nosso tempo é diferente do vosso, ou vocês já viram cachorro de relógio? Nós somos como os bebês humanos: não temos noção do tempo. Quando nosso patrão sai para o trabalho, por exemplo, não sabemos se vai voltar depois de 6 horas ou uma semana. Para nós, sempre que o patrão ou patroa somem das nossas vistas é como se nunca mais voltassem para casa. Os bebês são assim também, quando perdem a mãe de vista acham que é para sempre, por isso abrem o berreiro. E também é por isso que nós cachorros fazemos festa quando o patrão volta. E os bebês sorriem quando a mãe aparece depois de alguns segundos de sumiço.

Imaginem como é difícil para nós quando nossos patrões saem, no final de semana, e voltam depois de três dias. E nas férias? Uma semana, 15 dias, um mês inteiro! Meu patrão é jornalista e viaja várias vezes por ano. Chega a passar 20 dias fora, mas eu fico em casa, tomando conta de tudo, sozinha. Uma moça vem três vezes por semana pra me dar comida e limpar aquela sujeira toda. Na última viagem ele me falou duas coisas que me deixaram horrorizada: em Portugal, quando as famílias saem em férias, eles abandonam seus cachorros nas estradas e na volta compram outro. Na Itália, os cachorros de rua, como eu já fui, são capturados e usados como isca na pesca de tubarão no Mar do Norte! Vocês estão assustados? Imaginem como fiquei!...










Boa música

Sobre o post abaixo me lembro de mais para a série boa música. Haverá mais algumas desta artista.

Des'ree - God Only Knows

To the light are you a follower
For the truth and for the destiny
This long night has lasted forever
How did we get there? God only knows!...

Obladi, oblada, life goes on ...


Ontem a noite tivemos uma longa demonstração das habilidades vocais da pequena. Inúmeros gritos fizeram minha alegria até ás 23:00hs. Parece que ela descobriu sua precoce capacidade de comunicar com som. Linda.

Nesta época também aconteceu uma notícia triste. Uma mãe se esquece da pequena filha de 5 meses dentro do carro. Infelizmente não houve muito o que fazer. Já não é o primeiro caso, causado pela mudança de rotina e provavelmente o stress.

Até agora, todos os depoimentos mostram que esta pessoa é uma boa mãe. Não fosse talvez os excessos, provavelmente estaria curtindo sua pequena da mesma forma nós estávamos ontem, descobrindo novas habilidades sentados na frente da TV ouvindo notícias absurdas como o pai que joga seu filho do prédio (mais um) seguido de si com o inevitável óbito dos dois.

Vou descobrindo com o passar dos anos algumas regrinhas básicas que norteiam a minha maneira de viver. Uma delas é o excesso: qualquer tipo de excesso é prejudicial, até as coisas mais gostosas que existem. Por isso tenho refletido muito buscando um equilíbrio entre o mais e o menos, o pouco e o muito, o trabalho e o lazer, para que não aconteça comigo o que aconteceu com os estes míopes pais.

Mas não estou livre.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Trintra e três

Hoje faz três meses de seu nascimento.

Passou muito depressa estes dias e não desperdicei nenhuma oportunidade de ficar junto com ela, salvo as noites que desabo no sono e não consigo acordar para ajudar nas trocas noturnas.

Estou muito feliz por tê-la sempre linda e sorrindo.

Vós

Os avós paternos da Valentina chegaram em dias diferentes. Primeiro o vovô Té desembarcou na segunda feira e a vovó Marilia na terça. A confusão foi dada por faltar um documento original na hora do embarque.

Ficaram muito contentes com a nova neta e adoraram ver que estamos bem. Ainda não pudemos conversar demoradamente por conta dos compromissos diários, mas estamos quase lá. Enquanto isso eles podem ficar com ela durante o dia enquanto a mamãe e o papai trabalham.

Já começaram as idéias para mudança de ambientes e disposição dos móveis.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

H1N1 nos Aun

Poucos sabem, mas nós vivemos na região que houveram mais casos de Gripe Suína (H1N1) e que supostamente matou dezenas de pessoas no inverno de 2009. O foco da gripe eram pessoas entre 25 e 45 anos, gestantes e idosos.

Por precaução, orientavam a população para proteger as vias aéreas, evitar locais fechados e consumir alimentos ricos em vitaminas, lavar sempre as mãos e só sair de casa em caso de necessidade.

Muitas escolas entraram em recesso prolongado, os hospitais ficaram lotados, pessoas andavam com tubos de álcool gel, máscaras eram usadas em quase todos os lugares, correria por informações e orientações corretas foram frutos do pânico generalizado da população.

Por semanas os jornais noticiavam mortes, algumas de gestantes e casos suspeitos de contágio. Vizinhos, clientes, fornecedores, chefes e subordinados comentavam com preocupação casos de pessoas próximas que teriam sido afetadas por esta pandemia.

Teríamos todos os motivos para ficar preocupados. A Hilda estava grávida de 5 ou 6 meses. Trabalhava normalmente em contato direto com pessoas vindas de todos os lugares, gripadas ou não, além de mexer com dinheiro e produtos de uso corporal. Eu continuava a dar aulas para diversas pessoas em ambiente fechado e também estava em contato com vendedores que viajam todo o Estado.

Não ficamos. Alías, não mudamos em nada nossa rotina. Nossas preocupações e resumiam as questões financeiras e nunca nos apronfudamos neste assunto. A Valentina nasceu perfeita, nós nos recuperamos das gripes e o tudo continuou como era antes.

Minha opinião isso foi uma grande jogada dos laboratórios. Alguns dos motivos:

1 - Não havia como identificar o tipo de gripe sem exames laboratoriais que demoravam em média 15 dias. Os sintomas eram muito semelhantes entre si.

2 - Os casos de morte estavam sempre atrelados a outras doenças mais graves.

3 - O governo comprou 18 milhões de vacinas sendo que somente 1 milhão foram entregues de imediato. A outras 17 milhões, adivinhem, serão entregues em pleno verão de 2010!

4 - Não há registros que confirmam o número exato de pessoas infectadas. Podem procurar e encontraram muitas divergências.

5 - Hoje não temos nenhum tipo de notícia, nota ou campanha de prevenção. Cessou e não se fala mais nisso. Preparem para a nova onda do verão: Dengue.

Se se interessarem acessem o vídeo ou procurem a respeito.

Tem muita coisa oculta por trás disso.



What?

Em algum lugar da estrada.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Água

Dei banho an hora do almoço.

Viagente


Um das coisas interessantes da última viagem a Campo Grande foi escutar as histórias que o Avô Arlindo contava. Ele relatou algumas passagens que até mesmos seus filhos desconheciam. Veja só:

Saiu da cidade Feira de Santana na Bahia aos 11 anos de idade. Abandonou seus pais e irmãos com a roupa do corpo, embarcando em um pau-de-arara com destino ao Rio de Janeiro. Assim que chegou, dormia nos bancos da praia do Leblon (?), comia de favor nos comércios da região, fazia alguns bicos e colhia mexerica em uma área particular para vender na rua.

De alguma maneira foi convidado para ir trabalhar no interior de São Paulo como peão. Após algum tempo, foi convidado por uma colônia japonesa e colheu muita banana na região litorânea. Chegou no Paraná para trabalhar com colonos italianos onde se casou e passou boa parte de sua vida. Viajou o Brasil inteiro, foi garimpeiro e seringueiro no Amazonas, morou em uma ilha, criou 09 filhos e dia 29 de Dezembro completa 50 anos de casado.

Não recordo todas as informações, mas é certo que daria para escrever muita coisa com tanta coisa que ele disse.

Como diria Elis Regina na música Como nossos Pais: qualquer "canto" é menor do que a vida de qualquer pessoa.

É verdade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Boa música

Por falar em escuridão, lembro de uma ótima musica.

Como o ratinho, também gosto da Lua.

Como a Lua, minha filha é brilhante.

Rato
Palavra Cantada


Rato meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

No escuro


Nota:

Ontem houve mais um blackout em boa parte do Brasil.
As autoridades informam que o temporal derrubou algumas linhas de transmissão na maior usina hidro-elétrica do mundo. Minhas fontes confirmam o temporal.

Importante frisar que não será divulgado o número de mortos por falta de energia, nem será dito que nós estamos com sérios problemas de abastecimento elétrico para os próximos anos.

Fica o alerta que precisamos de muito pouco para viver. Todo o conforto pode ser tirado de você em segundos.

Carpe diem.

Casulo

Desde que nós mudamos para nossa casa atual começamos a entender que apesar de bem distribuída e reservada há pouco espaço para a movimentação e diversão. Ela tem muito potencial de melhoria mas por conta de uma obra conturbada infelizmente muita coisa foi deixada por fazer.

Na verdade a construtora fez o mínimo para que a Caixa liberasse para moradia. Tivemos (e ainda temos alguns) problemas com os forros, portas, fossa e principalemte o pátio da frente e dos fundos. A grande vantagem é que ela é recém-construída em um modesto condomínio fechado e a Valentina poderá brincar a vontade sem se preocupar com o trânsito de carros ou com roubo de brinquedos e bicicletas.

Alias, isso na minha infância foi difícil de ter. Toda hora tinha que parar de jogar bola para os carros passarem, depois, com o crescimento natural e o desenvolvimento do bairro ficou impossível. Perdi algumas bicicletas por roubo, outras salvei usando as pernas e um pouco de astucia. Quintal pequeno e um corredor foram meus companheiros nas manhãs cinzentas e meus amigos na maioria das vezes tinham menos espaço que eu. Talvez seja por isso que minha coordenação motora em esportes seja meio desfasada.

Enfim, começamos a mexer na reforma com o auxílio de meu nobre cunhado Zenildo, sujeito preto, caolho, desdentado, chegado na caña, com uma história de vida pra lá de interessante e com uma puta coração. Praticamente sozinho, abriu nossa garagem subterrânea e fez boa parte da manutenção séptica da casa sem pedir nada em troca. Há também outra pessoa muito gentil, nosso vizinho Éverton que da mesma forma, está contribuindo para aumentar este espaço livre destinado ao ócio produtivo com nossa filhota.

Não poderia deixar de falar do meu outro cunhado Edilson, em sua visita com Silvana, fez além de agradável companhia um belo muro de arrimo para nivelar o pátio dos fundos. Falta eu criar coragem para nivelar e concretar tudo isso, mas até que a abelinha comece a andar vai estar tudo pronto.

Interessante é que por ela, se fez um esforço físico e financeiro inimaginável. Tenho a impressão que essa menina nasceu com o sol iluminando seu caminho.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Carreras y carreras (4)

A viagem de volta transcorreu bem. Como a previsão era de chuva intensa propus a saída de manhã. Choro pra cá e pra lá, longas despedidas, seguimos os três para nossa parada estratégica para no dia seguinte seguir o restante da viagem.

A outra parte ocorreu da mesma maneira. Tempo nublado, piso molhado, estrada livre e muitas curvas, tudo de bom. Chegamos à tarde, organizamos as bagagens, banho e cama. Fim da aventura.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Teoria da Relatividade


Além da valente Abelinha, que se portou melhor que muita gente grande, houve um outro companheiro indispensável. El cocho.

Ele tem características particulares como todos nós, seus serviços são medidos em custo/benefício e são facilmente descartados quando seu visual se torna obsoleto ou apresentam defeitos congênitos.

Uma mera coincidência com as relações humanas, diga-se de passagem. O valor das coisas podem ser medidos de diversas maneiras. Seja lá o que for, se baseiam sempre em duas formas: tangíveis e intangíveis.

Tangível, quando o preço pago possa ser medido, algo que se possa botar preço. O valor pode ser alto ou baixo, depende da referência de cada um. Quando compramos um bem, como um carro por exemplo, isso torna claro, basta olhar as inúmeras tabelas de preço.

Intangível, quando todos os valores embutidos em alguma coisa são de referências particulares. Pode haver uma enorme diferença entre o valor de um bem para uma pessoa à outra, ou não. Este tipo de valor geralmente só aparece quando perdemos ou usamos até acabar.

É difícil colocar na balança a importância dos dois tipos de valores, depende o quanto se paga, o quanto se usa, o quando se serve, o quanto é servido, etc. Um vem pronto com o própria lei de mercado, outro vai depender da história, do tempo, do estado, enfim, de tudo aquilo que não faz referência ao dinheiro. Resumindo, isso é muito, muito relativo.

No nosso caso, passados milhares de quilometros, horas, risos, brigas, cochilos, vontades, apertos, sufocos, dores, carinhos, trancos, donos, arranhões, idas, vindas, idas, vindas e muitos puns (sim, ele aguenta muito isso), seu preço intangível ficou alto demais e o tangível, pouco demais.

Vai acabar se tornando um mito (ou mico).

Zóio

A Valentina é muito esperta. Ela já sabe fazer manha e chorar para o colo. Adora ficar olhando para frente. Tem tudo para ser grande na vida.

Paradas

Parada em Chapecó - (aprox. 03:00hs)

Carreras y carreras (3)

Saímos de São João novamente as 0:00hs, com destino à Campo Grande. Deu para ajeitar melhor as bagagens e agora sobrou um pouco mais de espaço. Fomos por um trecho pouco usado que passa por dentro de pequenas cidades até cruzar com a fronteira do Mato Grosso do Sul, daí em diante, o único caminho viável até o destino.

De noite, para aqueles que estão acordados, se vê algumas coisas interessantes. Em Pérola/PR por volta das 00:30hs tinha tanta gente na rua que dava para comparar a uma grande festa Rave na rua. Um pouco mais adiante, em Vila Alta/PR, duas gordinhas beberam tanto, que chamaram o Seu Hugo na praça. Em Naviraí/MS, vi uma estrela cadente, coisa que só havia presenciado muitos anos atrás, em Iguape/SP.

Tudo perfeito, chegamos ás 7:30 no horário da região Sul. Lá devemos atrasar em uma hora o relógio, mesmo com o horário de verão. Em seguida um bom café da manhã e o começo das emoções.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Terrível

Hoje ela está terrível. TERRÍVEL!

Carreras y carreras (2)

A chegada em São João foi muito bem vinda. Estávamos cansados e a Valentina começava a dar sinais que já estava no limite. Pudemos ficar no meio de parentes muito prestativos e a tarde tivemos visitando o túmulo da Dona Judite onde foram feitas algumas orações e homenagens.

Impressionante o número de pessoas fazendo limpeza dos túmulos por todo o cemitério. Dia de Finados. Na volta tentei abastecer e encontrei o único posto da cidade fechado, mas o tio Arlindo foi até a casa do dono ver se ele podia ser gentil em abrir para nos servir. Maravilha, álcool barato e economizei uma ida até a cidade mais próxima.

Todos adoraram a Valentina. Só pra variar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Carreras y carreras

A viagem iniciou as 0:00hs da última sexta-feira com uma desagradável surpresa. O excesso de malas fez boa parte do meu humor ir embora e tive que colocar em ação minhas habilidades tridimensionais para encaixar tudo aquilo em um pequeno porta mala. Foi necessário a colocação de algumas peças no colo e pés dos passageiros limitando muito o conforto da viagem.

Logo após, pegamos um trecho mais curto (Passo Fundo/RS - Chapecó/SC) mas a condição da estrada estava ruim. O alto peso fazia a suspensão traseira trabalhar muito rígida e cada tranco incomodava nossos ouvidos e colunas. Até entrar no estado do Paraná houve um ritmo lento rendendo um pouco só a partir deste ponto.

Passamos rapidamente na cidade que a mamãe viveu sua infância (Iporã/PR) e chegamos um pouco depois um vilarejo, onde moram a irmã e cunhado de minha sogra. Parada para descansar, comer, tomar um banho e dormir um pouco.

Ao todo foram percorridos 670km em 14 horas.

A Valentina se comportou muitíssimo bem, dormindo a maior parte da viagem.

Depois conto mais.