sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Age of Aquarius


Hoje quase o dia inteiro estive ocioso. Já não é a primeira vez que estou desta maneira e como me restam duas horas para acabar meu trabalho estou refletindo sobre a chances de fazer mais com menos.

O tempo anda passando depressa e seria interessante se pudesse por exemplo, trabalhar apenas algumas horas por dia ganhando o suficiente para pagar as despesas. É um desperdício ficar sentado na frente de um computador, muitas vezes fingindo fazer algo importante para impressionar seu chefe, sabendo que há muito mais coisas importante para fazer.

Tenho desprendido muito tempo do meu dia para o trabalho e não me sinto cansado. São quase 15 horas entre a função de comprador e professor de informática. Ambas exigem muito conhecimento, vontade mas não necessariamente, tempo. Ás vezes me perguntam se trabalho muito e respondo um sim, quase um não, depende da forma que se vê.

Desde minha formatura em 2005 tenho reparado que os problemas se repetem (só para constar, meu telefone tocou sem parar nos últimos 10 minutos e todas as ligações eram para resolver problemas semelhantes) e as pessoas não mudam. Há sempre um ciclo de situações que culminam no mesmo resultado. Me pergunto pra quê.

Esta reflexão não é para dizer que estou de saco cheio, que sou infeliz ou coisa parecida. Muito pelo contrário, me coloco neutro para ver se posso melhorar na forma de agir e pensar. Percebi que o trabalho braçal é menos estressante apesar de detonar lentamente com o físico. Já o intelectual é muito extressante e acreditem, faz a mesma coisa com nosso frágil corpo.

Como seria legal ficar a manhã em casa, ensinando seu filho a jogar bola ou dizer novas palavras, a tarde trabalhar um pouco e ter contato com outras pessoas e de noite aprender uma língua diferente ou quem sabe, se retirar para um canto só seu para fazer apenas aquilo que gosta.

Não é tão utópico. Não é mesmo.

Born to be wild


Dizem que o mesmo raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Eu acho este ditado furado e digo porque: dois acidentes muito semelhantes fizeram nosso carro ficar combalido, solicitando cuidados mecânicos para que pudesse cumprir sua função.

Por precaução, foquei meus esforços neste tema tendo em poucas semanas conseguido a troca de boa parte componentes de ligação ao solo (pneus, amortecedores, bandejas, direção, etc) além de uma revisão nos sistema de exaustão, freios, luzes e motor. Outras perfumarias foram resolvidas com exceção da lata.

Hoje de madrugada estaremos saindo de Passo Fundo/RS com destino a Campo Grande/MS. Serão aproximadamente 1.200km com uma parada mais longa em Iporã/PR para a visita ao túmulo da bisa. Já percorremos diversas vezes esta distância e o destino é conhecido, portanto, não há maiores preocupações a não ser o conforto e a saúde da abelinha que já participou de longas viagens dentro da barriga da mamãe.

A previsão é de parar a cada 200km, algo que dura entre em média 2 horas para ser percorrido, tempo certo para dar uma esticada, abastecer e verificar as condições gerais. Durante a noite a temperatura e a média de velocidade geralmente são baixas, que facilitam muito a vida do piloto. O trânsito de caminhões é quase nulo e além dos dorminhocos há a compania de eventuais viajantes solitários, ônibus de turismo e a famosa lua. Quando amanhece, tudo fica MAIS: luz, trânsito, cansaço, fiscalização, fome...

No período de uma semana tentarei publicar alguns posts. Coloarei as novidades o mais rápido que puder.

Até breve.

Gritos e mais gritos

É assim que ontem, antes de sair para dar aulas, ela e eu nos comunicamos por um longo tempo. Ela tem uma força de vontade e uma capacidade de aprendizado incrível.

Vai longe.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gorfada

Hoje pela manhã antes de ir para o trabalho peguei a Valentina nos bracos e fiquei babando um montão, curtindo os poucos minutos que me restavam. Ela para não deixar barato, resolveu dar uma belíssima regugitada na camiseta que vestia, para que ficassemos quites. Só pude dar risada.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Boa música

É clichê, afinal ela é leonina.
É contraditório, afinal chamo-a de abelinha.
É piegas, afinal a maioria usa como declaração de amor ao filho.
É a música que eu colocava na vitrola. Tinha um disco amarelo com a foto do cantor feioso e só gostava desta.
É a música que meu pai lembra de mim e a que eu lembro dela.

Quer saber, tá na lista.

Caetano Veloso - O Leãozinho

Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho...


Viva la vida


Como planejado vamos fazer uma viagem longa para levar a vovó, a dois meses em função da abelinha, de volta para Campo Grande. Antes vamos passar em Autônia/PR, cidade quase no caminho onde foi velada sua mãe semanas atrás e por culpa de imprevisos não pode assistir seu enterro.

Curiosamente, vamos estar lá no feriado é Finados. A pequena por pouco não conheceu a única bisavó materna viva, restando agora apenas os bisos paternos que vivem a passear nos andares superiores, creio que acertando os detalhes da mudança.

O interessante ciclo da vida continua e as tranformações não param. Enquanto vamos nos acostumamos com frequentes nascimentos, simultanêamente vamos ficando a par de falecimentos. Tenho o estranho hábito de ler o obtuário nos jornais, para checar a média de idade dos falecidos. Pasmem, a maioria tem média de 60 anos.

Melhor aproveitar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Despertador



Há em casa um despertador de muito interessante. Ele é pequeno, toca um chorinho a cada 3 ou 4 horas e segundo o fabricante com o tempo vai melhorar.

Ás vezes, coloco no banco de trás do carro para me fazer compania e ai fica um tempão sem tocar.

Vai entender.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Boa música

Filha, esta canção tem história.

A vocalista principal do grupo Agnetha Fältskog, canta com a maior humildade sua derrota para quem quiser ouvir. Tempos depois larga tudo para cuidar de seus filhos no profundo anonimato em sua terra natal. Nunca mais deu entrevistas e seu belíssimo grupo terminou ali.

Quando crescer, pesquise, e isto poderá ajuda a entender um pouco da essência do ser humano.

Ela é uma das mais profundas que já ouvi.

ABBA - The Winner Takes it All

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny...


Controle na cabeça

Fim de semana com gente em casa é sempre atribulado. Os preparativos começam durante a semana e se estendem por mais uma até que tudo fique em dia. Apesar de gostar de confraternizações, prefiro minha privacidade, coisa que nos últimos tempos tenho muito pouco.

Na tarde de domingo finalmente pude ficar um pouco em paz com minha filha nos braços. Estava com ela encostada no meu peito sentado na cadeira de balanço e num rápido movimento para tráz, ela inocentemente jogou todo seu corpo para uma posição desfavorável.

Minha mão de apoio estava trocando os canais no controle remoto e com o rápido reflexo bateu levemente na sua cabecinha. O choro foi instantâneo mas nada grave. Minutos depois, estava sorrindo e brincado como nada tivesse acontecido.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Boa música

Filha, mais uma para sua coleção. Uma de tantas para serem apreciadas.
Há uma versão rara com a vocalista do grupo Cranberries muito interessante.

Elvis presley - In the ghetto

People, dont you understand,
The child needs a helping hand,
Or hell grow to be an angry young man some day,
Take a look at you and me,
Are we too blind to see,
Do we simply turn our heads
And look the other way...


Bebê a bordo


Já vi inúmeros adesivos tentando indicar que dentro daquele veículo havia um bebê. Alguns com nomes, outros sem e alguns até indicando a preferência de um time. Com certeza vocês já devem ter também visto e quem sabe até comprado.

Fato é que nunca entendi direito a função deste aviso. Seria talvez para avisar um condutor que está logo atrás este importante fato dando até o nome ou time do coração para que este não fizesse nada de errado? Ou talvez para deixar claro que naquele carro tem uma ser acima dos outros e que devemos respeito diferenciado?

Convenhamos, esta ação só perde no ridículo para o letreiro aplicado aos parabrisas e vidros traseiros com nome da esposa, filho, filha, com frases de amor em lindas letras cursivas. É pra acabar, seria melhor se pegasse esse dinheirinho e comprasse um ingresso no zoológico.

A vontade de expressar a alegria de possuir uma linda família é até de certa forma normal, conversamos com amigos sobre os filhos, compramos pingentes, usamos uma foto na carteira, no celular, um porta retrato no canto da mesa, na maior parte sem excessos. Camiseta com foto e computador da empresa com área de trabalho personalizada, em mim, dá até coçeira.

Espero não estar atirando no pé. Um ótimo fim de semana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Boa música

Começa hoje o quadro boa música.

Como dizem que a boa música é atemporal vou postando a primeira da série que gostaria que a abelinha ouvisse um dia para somar a sua cultura musical.

Carpenters - Close To You

On the day that you were born
and the angels got together
And decided to create a dream come true...


Balbuciar


Ela está aprendendo que é capaz de se comunicar atravéz de outros sons. Até poucas semanas atrás somente o choro era normal para avisar a fome, sono ou até para só fazer barulho e sentir que seu corpinho era capaz. Começou a dar gritos leves e gemidos com seus olhos sempre abertos mirando geralmente para a a mamãe ou para mim.

Vai intercalando sorrisos, sons, contorções, movimento aleatório de braços e pernas quase como se tivesse nadando em uma piscina imaginária. As mãos cresceram e estão mais precisas, principalmente para abrir e fechar os dedos quando estão perto da boca. Em algumas ocasiões, no colo, tenho a impressão que chegam a fazer um carinho.

Como qualquer recém-nascido é enorme a quantidade de gases sendo esta uma das situações mais engraçadas nos últimos tempos. Normalmente quando há diferenças de temperatura minha abelinha começa a espirrar e por causa da contração sai também alguma coisa por baixo. Bom, para trocar é preciso tirar a roupa logo vocês já sabem o que começa a acontecer, só que nem sempre a fralda está devidamente posicionada. No banho é ainda pior, haja toalha e jogo de cintura.

Naqueles intantes em que a fralda limpa está na mão, a suja já retirada, as perninhas pra cima e boquinha começa abrir só passa uma coisa na cabeça: Vai dar merda!

Acredite. Como em muitos acidentes é um segundo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

João, Boa Sorte, João


Coincidência ou não, no departamento que trabalho houve três casos simultaneos de gravidez. É engraçado porque nenhum de nós expressou a vontade de se ter um bebê e de uma ora para outra todos apareceram com a notícia que suas esposas estavam grávidas.

Até combinamos que um de nossos colegas que já é avô e trabalha no fundo da sala seria o responsável pela criançada quando estes começassem a crescer. O interessante é que somando a estes casos, há ainda meu antigo colega da exportação e nosso novo gerente de engenhearia.

Cinco casos, uma menina e quatro "piá". Hoje meu colega, que carinhosamente chamo de Juan Juanito Rodriguez Muchacho de lo Pampas, está na sala de espera aguardando a cesária de João Pedro, que dará seu primeiro filho legítimo e o terceiro de sua união. Outro colega também está na iminência aguardando o parto normal de seu terceiro filho, mas este já é o primeiro do seu segundo casamento. (Que confusão...)

Meu colega da exportação está, como sempre, super otimista (estou sendo irônico) e nosso novo gerente acabou tendo dias atrás seu primeiro filho da segunda união, em um parto de emergência com nascimento prematuro de sete meses.

E pra acabar, minha abelinha linda e forte, primeira do único casamento. Quem sabe logo, logo, não ganha um irmão ou irmã.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ôôô salsichão...


Até o antepenúltimo ultrasom soubemos que não poderiamos colocar o nome João Bernardo em nossa cria. Havia uma pequena diferença, onde deveria ter uma salsicha estava rachado. O primeiro médico super legal errou feio quase causando uma confusão "pra lá de bagual". Também foi culpa nossa. Querer saber o sexo do bebê antes do 5º mês é muito arriscado e a expectativa da mamãe pendia para um menino. Depois do susto tudo ficou normal tendo a única preocupação de saber se ela estava saudável.

Sorte que haviamos deixado quase tudo para a última hora. Não tinhamos ganhado ou comprado muita coisa e se não em engano apenas alguns babadores e panos foram passados adiante. Confesso, não sei porque, que fiquei mais aliviado quando soube que era uma menina. Talvez seja porque o sexo feminino em geral é mais tolerante aos erros dos pais, como nunca fui um pra saber como fazer, posso estar mais a vontade para experimentar e traçar uma melhor maneira de educá-la.

Depois disso passei a conversar com a barriga e foi mais natural. As vezes chutava, outras não. Sugeri o nome Valentina por ter personalidade e remeter a algo forte, valente e destemido. Sorte que a mamãe Hilda aceitou de imediato. Algumas pessoas não gostaram mas foram se acostumando aos poucos, como o caso da Tia Mazé, que vivia trocando o nome para Juventina.

Gostando ou não começei a perceber que não davamos bola, sendo nossa filha, tanto fez como faz somos nós que decidimos o que fazer com ela até sua maioridade. Começamos bem.

Pediatra Informa:


Estamos agora com 2 meses, 5.5 kilos e 60cm.
Só no peito (é uma fartura).

Sermão da Montanha

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

Estamos participando de um projeto da igreja católica que estimula os casais a terem uma vida voltada para a fé, família e amigos. É muito interessante para nós, que estamos em Passo Fundo a dois anos e meio, ampliar o círculo de amizades e formar uma rede de pessoas com um objetivo em comum.

Domingo passado tivemos nossa primeira reunião depois do retiro e alguns casais não puderam estar presentes, mas mesmo assim foi muito produtivo. Comentei que após algumas noites, cansado e irritado por não poder dormir, chutei o pau da barraca e magoei quem não devia. Isso fazia parte da adptação natural dos pais de primeira viagem e na manhã seguinte descansado e de cabeça fria procurei me desculpar.

Logo após, houve um depoimento de um casal presente que havia por sucessivas vezes tentado um bebê e na terceira tentativa após uma gestação normal houve perda de líquido e uma retirada de emergência se fez necessária. O sofrimento do bebê e da mãe nos 30 dias seguidos foi chocante, terminando o primeiro contato nos braços dos pais com o pobre bebê já sem vida.

Também houve um depoimento antes disto, dos pais de uma criança que passou por inúmeras intervenções sirúrgicas no coração para se mantê-la viva e não se sabe até hoje quando, quanto ou como será feita a próxima internação. Vivem na incerteza aproveitando cada minuto da vida desta criança que hoje está bem, amanhã quem sabe. Agradeçem quando o problema de gripe é "apenas" uma pneumonia.

Foi uma pancada. Ter minha abelinha saudável desde o primeiro dia é um privilégio, quase não dá para acreditar na sorte ou merecimento que eu e minha esposa tivemos. Fato, depois disto pode chorar e berrar a vontade que não em importo. O trabalho que me aguente abrindo o bocão no dia seguinte.

Vivento e aprendendo.

A grande febre

A primeira grande febre se fez ontem. A vacina fez efeito como previsto e ela reagiu muito bem. A noite, em uma das vezes que a mamãe levantou para dar de mamar e ver como estava a temperatura, já não conseguia mais dormir e acabei leventando para andar com ela pela casa já que os olhinhos de jaboticaba insistiam em ficar abertos.

Minha surpresa foi quando ao chegar na frente do espelho cantarolando alguma coisa vi um imenso sorriso se abrindo. Parece que agora ela já consegue enxergar bem. Logo depois ficamos batendo um papo cabeça, eu dizendo palavras sem nexo do tipo: bla, ulhoda, didobable ela respondendo com gruinidos diferentes do habitual. Achei show e ri um bocado.

Como pode um bebê entender com 2 meses eu não sei, mas ela está cada dia mais inteligente e observadora.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vaso de Violeta


Hoje eu e a Hilda tivemos que aplicar uma das inúmeras vacinas que se faz necessário nesta fase inicial. A abelinha estava radiante, toda de roxo, com uma faixa na cabeça combinando com a roupinha. Olhei para o banco de tras e disse: Oi minha linda, hoje você está parecendo um vasinho de violeta. Ela abriu um sorriso e tive a impressão que compreendeu o que quis dizer.

Logo depois de chegamos ao postão, coisa rápida, achei que ia ser como das outras vacinas que quando foram aplicadas fizeram ela quase não chorar. Pura ilusão, como sempre fiquei na sala de espera (odeio agulhas) e doeu o choro ardido. Liguei a tarde para saber como estava e ficou dormindo uma boa parte do dia. Daquia pouco vou ver como ela está.

Abelinha starts!

Olá,

Depois de ver o blog de uma velha amiga (http://ladybugsflat.blogspot.com/) acabei criando coragem e resolvi montar um para registrar um pouco do cotidiano da minha pequena abelha, minha princesinha, que no dia 18 de agosto de 2009 soltou seu primeiro grito corajoso para o mundo inteiro ouvir.

Ontem ela fez dois meses, e por estar passando tudo muito rápido, vou tentar registrar como um pequeno diário, minha observações das mudanças que irão acontecendo. Aos poucos vou procurar resgatar os momentos antes deste dia e irei publicando conforme a memória se faz presente.

Abraços e vamos ver no que dá.