sábado, 19 de dezembro de 2009

Fantastica

Esta semana ela ficou um pouco febril e tive que sair por volta das 04:00hs para buscar um Tylenol. Os 39º assuataram um pouco no começo, mas ela tem muita saúde e se recupera muito rápido. Mamãe deu hoje a ela um chiqueirinho. De resto tudo bem.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Resumo 2009

Se a Valentina tivesse:
- nascido na China, a data de nascimento seria 204 dias do ano Boi;
- nascido em Israel, a data de nascimento seria 28 de Av de 5769;
- nascido na Índia, a data de nascimento seria 21 de Shrāvana de 1932;
- nascido em países ocidentais, seu nascimento seria 18 de agosto de 2009;

A maioria dos calendários foram criados para medir um espaço de tempo, geralmente baseados nos ciclos lunares, solares e até venusianos.

Para nós, acostumados com o calendário gregoriano, falta muito pouco para iniciar o novo ciclo. Uma pequena parte da população mundial começa a refletir o passado e projetar o futuro, renovando seus votos, desejando muita sorte para um ano que começa em branco.

Na prática é como mais um dia qualquer. Como seu dia de aniversário, suas necessidades físicas e psicológicas são exatamente iguais ao dia anterior. Tentar argumentar que é um dia especial só nos faz menores do que já somos. Estima-se que a Terra têm 4,5 bilhões de anos, talvez para o universo isso não seja mais que alguns poucos dias de vida...

O tempo que vivemos hoje é relativo ao que nós acreditamos ser real. As minhas realizações deste ano foram completamente avessa ao padrão de planejamento da maioria. Tudo foi acontecendo sem datas ou horas marcadas, elas estavam no ar, e o vento soprou a favor.

Concluindo, foi muito bom. Muito bom mesmo. Desejo a todos nos dias que vêm a seguir o mesmo que desejam por nós. Se puderem, apreciem mais as curvas que as retas.

Beijos e abraços.

PS: o blog ficará temporariamente sem atualizações por 30 dias. Neste período, estarei de férias no trabalho e provavelmente não terei tempo de escrever como faço quase diariamente. Um abraço.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

H1N1 nos Aun (2)

Voltando ao tema já dito em outro post, acabo de ver mais um dos vários vídeos sobre a Gripe Suína, mas este despertou minha atenção.

Não conhecia o trabalho da Dra. Rauni Kilde, que faz muito sentido ao juntarmos as peças deste enorme quebra-cabeça. Vou procurar saber mais a respeito desta senhora.

Felizmente, cabe a cada um tirar suas próprias conclusões, a minha está a cada dia que passa mais bem formada. Pena não poder dividir minhas dúvidas e falar abertamente sobre assuntos contraditórios com qualquer um, afim evitar ser persona non grata.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tente outra vez

Filha,

Tente sempre. Por mais que pareça difícil tente.
Ouça atentamente seu instinto e nunca deixe que seus ouvidos serem maiores que sua vontade.

Beijos do Papai.

Olho de Tandera


Uma das diferenças mais marcantes nos últimos dias foram o clareamento dos olhos. Antes pareciam duas jaboticabas de tão grandes e pretos que eram. Agora estão castanhos claros muito parecidos com os olhos da mamãe.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Boa música

Ontem estava cuidando da Abelinha enquanto a mamãe terminava seus atendimentos no salão. Como era fim de tarde tentei inultimente fazer a janta mas fui chamado constantemente até que um demorado banho fosse dado.

Na sequência demos um giro de carro para buscar a Hilda, ela no banco da frente com a cadeirinha virada para trás, ouvindo e olhando atentamente o pai cantar uma musiquinha bem colorida.

Cyndi Lauper - True Colors

...But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow...


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Curiosidade


Valentina Vladimirovna Tereškova, nascida em Maslennikovo, 6 de março de 1937, foi a primeira cosmonauta da história e a primeira mulher a ir ao espaço, em junho de 1963.

Pilotou a nave Vostok 6, mora em moscou e têm hoje 72 anos.

Que achou?

Bracelete

Alguns dias antes de saber o correto sexo do bebê, aconteceu algo muito interessante. Uma das colaboradoras encontrou na porta do salão um bracelete em ouro para recém nascidos. Até ai normal, mesmo longe de qualquer maternidade da cidade isto ainda seria possível.

Mas ai vem o intrigante. Adivinhem qual nome estava gravado?

Aham. Valentina... Esse, desde o início da gravidez, foi um dos nomes cogitados para uma menina e mesmo que isso não tivesse acontecido provavelmente o teríamos escolhido. Em seguida houve o ultrasom e a história vocês já viram em outro post.

Aprendi a algum tempo com um sábio amigo a lei dos três nadas. Como explicar o ocorrido sem atribuir por trás deste fato um sentido oculto.

Pois é: nada é por acaso.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Despedida

Hoje o vovô Té a vovó Lila voltam para São Paulo. Neste instante devem estar sobrevoando alguma parte do Paraná, logo chegam no Aeroporto de Guarulhos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

¡Feliz cumpleaños!


Papai agora com menos um ano de vida.

Você sabia que a 49 anos, os cães Pchelka (Abelhinha) e Mushka (Mosquinha) são lançados a bordo do Korabl-Sputnik-3?

Irado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Leite Moça


Definitivamente a Valentina tem em sua genética um pouco da mamãe. Principalmente na quando ingere remédios, se estômago muito sensível parece ter um alarme que indica qualquer coisa diferente da química natural.

Imediatamente após a ingestão do remedinho, aconcheguei no meu peito a fim de fazê-la se acalmar. Na contagem até três veio um puta banho de leite azedo associado ao leve sorrisinho malicioso.

Banho no papai, banho na abelinha, tapete encardido, mamar e cama.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

! Vale, Valentina !

... Metidos bien hasta las manos en nuestro viaje, a veces cuando las cosas se ponen difíciles (y así se iban a poner en adelante), comenzamos a sentir el desgaste del que no se detiene nunca. Sin embargo, entendemos que de nada serviría todo esto, sin obstáculos. El primer año de viaje, los dioses soplaron solo vientos favorables y ciertamente nosostros supimos aprovecharlos. Ahora, si lo analizamos objetivamente, los dioses siguen soplando a nuestro favor, pero somos nosotros los que ya no logramos verlo con claridad. Nuestros problemas se resumen a las averías de la nave, pero no hemos pasado anguistias de otro tipo. Nunca nos faltó que comer, siempre conseguimos acurrucarnos en algún lugar para pasar las noches, y siendo nuestra amada latinoamérica una tierra tan "pobre" y violenta, practicamente nunca nos encontramos de frente con el peligro. Averías en el auto ¿son esos problemas? Pues al menos no son problemas graves, solo que nosotros dependemos tanto de nuestro Citro, que la confianza que sentimos al andar, es directamente proporcional al funcionamiento de la nave.

Este viaje que hemos emprendido es una maravilla. La mayor parte del tiempo las cosas no podrían salir de mejor manera, y no hacemos más que disfrutar. Y cuando las cosas se ponen difíciles, se aprende. Se aprende tanto, se conoce tanto y se hacen tantos amigos que cuesta creer si lo que vivimos es real. Cuestionarnos, aún esto, aún este regalo que por algún motivo estamos recibiendo, es nuestra naturaleza. Pero en este último tiempo, me he dado cuenta de que no podemos cometer el error de perder la perspectiva de las cosas. Me proyecto al pasado, y vuelvo a concentrarme en los motivos que nos animaron a emprender este largo camino. Vuelvo a hacerme mil preguntas en ese instante que precede al sueño y una sonrisa invade mi rostro. Camino correcto no hay ninguno, como tampoco los hay incorrectos. Los caminos no son más que una linea a transitar, lo que a nosotros nos sucede en ese tránsito, en ese ser o devenir, eso es lo que realmente importa. Miro a la Peque y me maravillo de lo que ha alcanzado, de lo que ha crecido y de la naturalidad con la que se abre camino al andar. Miro para adentro y no puedo menos que maravillarme una vez más. Miro atrás, y lo mismo. Miro a un lado, o adelante y veo oportunidades, veo una magia difícil de alcanzar y que sin embargo nos transforma con cada segundo que pasa.

No es poca cosa la felicidad, ni es poca cosa el amor...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Melancia

Hoje estava vestida de melancia.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Abre teu olho magnata!

Ontem à noite ficamos assistindo Jô Soares até ás 01:30hs da manhã ouvindo a entrevista do Pedra Letícia.

Essa menina vai longe e eu, vou com sono.

Em Plena Lua de Mel - Pedra Letícia

Dizem que o seu coração, voa mais que avião.
Dizem que o seu amor, só tem gosto de féu
Vai trair o marido, em plena lua de mel...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Quanto mais conheço gente, mais gosto do meu cachorro.


Sim, até antes de casar e mudar para o Sul nunca tive cachorro. Até então sempre fui resistente e hoje temos quatro exemplares que só não são mais amigos, companheiros e protetores por culpa minha. Este ano ainda não tive tempo de fazer o certo, mas estou confiante que logo terão mais espaço e conforto, em troca, ganho carinho e segurança.

Aprendi que os cachorros são mais sábios e puros que muita gente. Há um texto que reproduzo do autor do site: http://motite.blogs.sapo.pt, onde há algumas curiosidades interessantes como o nome da cadelinha e a relação dos vídeos feitos no momento em que o dono volta da guerra e reencontra seu nobre amigo que aguardou por um longo tempo de espera.

Se gosta de cachorro vai gostar, se não gosta também.


Meu nome é Valentina porque fui adotada no dia de São Valentino, sou uma fêmea SRD (sem raça definida, antes chamada de “vira-lata”) nascida há quatro anos em São Paulo. Não conheci meu pai, mas isso, para nós, não tem o mesmo peso do que para vocês, pessoas. Fiquei na rua os dois primeiros anos da minha vida, mas depois de passar uma semana na porta de uma casa, fui adotada pelo meu patrão. É, eu sei que vocês não costumam usar a expressão “patrão”, mas é assim que nós cachorros identificamos vocês. Não gostamos da expressão “dono”, porque somos livres e não nos consideramos propriedade de ninguém. Mas gostamos do termo patrão, porque também remete ao termo latino pater, que é a origem da palavra “pai”.

Bom, sei que vocês sabem muito a respeito dos cachorros, e que incentivam a adoção de mais e mais de nossos irmãos de rua, mas desconhecem os nossos sentimentos. Por exemplo, vocês sabiam que nós temos uma noção diferente do tempo? Nosso tempo é diferente do vosso, ou vocês já viram cachorro de relógio? Nós somos como os bebês humanos: não temos noção do tempo. Quando nosso patrão sai para o trabalho, por exemplo, não sabemos se vai voltar depois de 6 horas ou uma semana. Para nós, sempre que o patrão ou patroa somem das nossas vistas é como se nunca mais voltassem para casa. Os bebês são assim também, quando perdem a mãe de vista acham que é para sempre, por isso abrem o berreiro. E também é por isso que nós cachorros fazemos festa quando o patrão volta. E os bebês sorriem quando a mãe aparece depois de alguns segundos de sumiço.

Imaginem como é difícil para nós quando nossos patrões saem, no final de semana, e voltam depois de três dias. E nas férias? Uma semana, 15 dias, um mês inteiro! Meu patrão é jornalista e viaja várias vezes por ano. Chega a passar 20 dias fora, mas eu fico em casa, tomando conta de tudo, sozinha. Uma moça vem três vezes por semana pra me dar comida e limpar aquela sujeira toda. Na última viagem ele me falou duas coisas que me deixaram horrorizada: em Portugal, quando as famílias saem em férias, eles abandonam seus cachorros nas estradas e na volta compram outro. Na Itália, os cachorros de rua, como eu já fui, são capturados e usados como isca na pesca de tubarão no Mar do Norte! Vocês estão assustados? Imaginem como fiquei!...










Boa música

Sobre o post abaixo me lembro de mais para a série boa música. Haverá mais algumas desta artista.

Des'ree - God Only Knows

To the light are you a follower
For the truth and for the destiny
This long night has lasted forever
How did we get there? God only knows!...

Obladi, oblada, life goes on ...


Ontem a noite tivemos uma longa demonstração das habilidades vocais da pequena. Inúmeros gritos fizeram minha alegria até ás 23:00hs. Parece que ela descobriu sua precoce capacidade de comunicar com som. Linda.

Nesta época também aconteceu uma notícia triste. Uma mãe se esquece da pequena filha de 5 meses dentro do carro. Infelizmente não houve muito o que fazer. Já não é o primeiro caso, causado pela mudança de rotina e provavelmente o stress.

Até agora, todos os depoimentos mostram que esta pessoa é uma boa mãe. Não fosse talvez os excessos, provavelmente estaria curtindo sua pequena da mesma forma nós estávamos ontem, descobrindo novas habilidades sentados na frente da TV ouvindo notícias absurdas como o pai que joga seu filho do prédio (mais um) seguido de si com o inevitável óbito dos dois.

Vou descobrindo com o passar dos anos algumas regrinhas básicas que norteiam a minha maneira de viver. Uma delas é o excesso: qualquer tipo de excesso é prejudicial, até as coisas mais gostosas que existem. Por isso tenho refletido muito buscando um equilíbrio entre o mais e o menos, o pouco e o muito, o trabalho e o lazer, para que não aconteça comigo o que aconteceu com os estes míopes pais.

Mas não estou livre.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Trintra e três

Hoje faz três meses de seu nascimento.

Passou muito depressa estes dias e não desperdicei nenhuma oportunidade de ficar junto com ela, salvo as noites que desabo no sono e não consigo acordar para ajudar nas trocas noturnas.

Estou muito feliz por tê-la sempre linda e sorrindo.

Vós

Os avós paternos da Valentina chegaram em dias diferentes. Primeiro o vovô Té desembarcou na segunda feira e a vovó Marilia na terça. A confusão foi dada por faltar um documento original na hora do embarque.

Ficaram muito contentes com a nova neta e adoraram ver que estamos bem. Ainda não pudemos conversar demoradamente por conta dos compromissos diários, mas estamos quase lá. Enquanto isso eles podem ficar com ela durante o dia enquanto a mamãe e o papai trabalham.

Já começaram as idéias para mudança de ambientes e disposição dos móveis.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

H1N1 nos Aun

Poucos sabem, mas nós vivemos na região que houveram mais casos de Gripe Suína (H1N1) e que supostamente matou dezenas de pessoas no inverno de 2009. O foco da gripe eram pessoas entre 25 e 45 anos, gestantes e idosos.

Por precaução, orientavam a população para proteger as vias aéreas, evitar locais fechados e consumir alimentos ricos em vitaminas, lavar sempre as mãos e só sair de casa em caso de necessidade.

Muitas escolas entraram em recesso prolongado, os hospitais ficaram lotados, pessoas andavam com tubos de álcool gel, máscaras eram usadas em quase todos os lugares, correria por informações e orientações corretas foram frutos do pânico generalizado da população.

Por semanas os jornais noticiavam mortes, algumas de gestantes e casos suspeitos de contágio. Vizinhos, clientes, fornecedores, chefes e subordinados comentavam com preocupação casos de pessoas próximas que teriam sido afetadas por esta pandemia.

Teríamos todos os motivos para ficar preocupados. A Hilda estava grávida de 5 ou 6 meses. Trabalhava normalmente em contato direto com pessoas vindas de todos os lugares, gripadas ou não, além de mexer com dinheiro e produtos de uso corporal. Eu continuava a dar aulas para diversas pessoas em ambiente fechado e também estava em contato com vendedores que viajam todo o Estado.

Não ficamos. Alías, não mudamos em nada nossa rotina. Nossas preocupações e resumiam as questões financeiras e nunca nos apronfudamos neste assunto. A Valentina nasceu perfeita, nós nos recuperamos das gripes e o tudo continuou como era antes.

Minha opinião isso foi uma grande jogada dos laboratórios. Alguns dos motivos:

1 - Não havia como identificar o tipo de gripe sem exames laboratoriais que demoravam em média 15 dias. Os sintomas eram muito semelhantes entre si.

2 - Os casos de morte estavam sempre atrelados a outras doenças mais graves.

3 - O governo comprou 18 milhões de vacinas sendo que somente 1 milhão foram entregues de imediato. A outras 17 milhões, adivinhem, serão entregues em pleno verão de 2010!

4 - Não há registros que confirmam o número exato de pessoas infectadas. Podem procurar e encontraram muitas divergências.

5 - Hoje não temos nenhum tipo de notícia, nota ou campanha de prevenção. Cessou e não se fala mais nisso. Preparem para a nova onda do verão: Dengue.

Se se interessarem acessem o vídeo ou procurem a respeito.

Tem muita coisa oculta por trás disso.



What?

Em algum lugar da estrada.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Água

Dei banho an hora do almoço.

Viagente


Um das coisas interessantes da última viagem a Campo Grande foi escutar as histórias que o Avô Arlindo contava. Ele relatou algumas passagens que até mesmos seus filhos desconheciam. Veja só:

Saiu da cidade Feira de Santana na Bahia aos 11 anos de idade. Abandonou seus pais e irmãos com a roupa do corpo, embarcando em um pau-de-arara com destino ao Rio de Janeiro. Assim que chegou, dormia nos bancos da praia do Leblon (?), comia de favor nos comércios da região, fazia alguns bicos e colhia mexerica em uma área particular para vender na rua.

De alguma maneira foi convidado para ir trabalhar no interior de São Paulo como peão. Após algum tempo, foi convidado por uma colônia japonesa e colheu muita banana na região litorânea. Chegou no Paraná para trabalhar com colonos italianos onde se casou e passou boa parte de sua vida. Viajou o Brasil inteiro, foi garimpeiro e seringueiro no Amazonas, morou em uma ilha, criou 09 filhos e dia 29 de Dezembro completa 50 anos de casado.

Não recordo todas as informações, mas é certo que daria para escrever muita coisa com tanta coisa que ele disse.

Como diria Elis Regina na música Como nossos Pais: qualquer "canto" é menor do que a vida de qualquer pessoa.

É verdade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Boa música

Por falar em escuridão, lembro de uma ótima musica.

Como o ratinho, também gosto da Lua.

Como a Lua, minha filha é brilhante.

Rato
Palavra Cantada


Rato meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

No escuro


Nota:

Ontem houve mais um blackout em boa parte do Brasil.
As autoridades informam que o temporal derrubou algumas linhas de transmissão na maior usina hidro-elétrica do mundo. Minhas fontes confirmam o temporal.

Importante frisar que não será divulgado o número de mortos por falta de energia, nem será dito que nós estamos com sérios problemas de abastecimento elétrico para os próximos anos.

Fica o alerta que precisamos de muito pouco para viver. Todo o conforto pode ser tirado de você em segundos.

Carpe diem.

Casulo

Desde que nós mudamos para nossa casa atual começamos a entender que apesar de bem distribuída e reservada há pouco espaço para a movimentação e diversão. Ela tem muito potencial de melhoria mas por conta de uma obra conturbada infelizmente muita coisa foi deixada por fazer.

Na verdade a construtora fez o mínimo para que a Caixa liberasse para moradia. Tivemos (e ainda temos alguns) problemas com os forros, portas, fossa e principalemte o pátio da frente e dos fundos. A grande vantagem é que ela é recém-construída em um modesto condomínio fechado e a Valentina poderá brincar a vontade sem se preocupar com o trânsito de carros ou com roubo de brinquedos e bicicletas.

Alias, isso na minha infância foi difícil de ter. Toda hora tinha que parar de jogar bola para os carros passarem, depois, com o crescimento natural e o desenvolvimento do bairro ficou impossível. Perdi algumas bicicletas por roubo, outras salvei usando as pernas e um pouco de astucia. Quintal pequeno e um corredor foram meus companheiros nas manhãs cinzentas e meus amigos na maioria das vezes tinham menos espaço que eu. Talvez seja por isso que minha coordenação motora em esportes seja meio desfasada.

Enfim, começamos a mexer na reforma com o auxílio de meu nobre cunhado Zenildo, sujeito preto, caolho, desdentado, chegado na caña, com uma história de vida pra lá de interessante e com uma puta coração. Praticamente sozinho, abriu nossa garagem subterrânea e fez boa parte da manutenção séptica da casa sem pedir nada em troca. Há também outra pessoa muito gentil, nosso vizinho Éverton que da mesma forma, está contribuindo para aumentar este espaço livre destinado ao ócio produtivo com nossa filhota.

Não poderia deixar de falar do meu outro cunhado Edilson, em sua visita com Silvana, fez além de agradável companhia um belo muro de arrimo para nivelar o pátio dos fundos. Falta eu criar coragem para nivelar e concretar tudo isso, mas até que a abelinha comece a andar vai estar tudo pronto.

Interessante é que por ela, se fez um esforço físico e financeiro inimaginável. Tenho a impressão que essa menina nasceu com o sol iluminando seu caminho.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Carreras y carreras (4)

A viagem de volta transcorreu bem. Como a previsão era de chuva intensa propus a saída de manhã. Choro pra cá e pra lá, longas despedidas, seguimos os três para nossa parada estratégica para no dia seguinte seguir o restante da viagem.

A outra parte ocorreu da mesma maneira. Tempo nublado, piso molhado, estrada livre e muitas curvas, tudo de bom. Chegamos à tarde, organizamos as bagagens, banho e cama. Fim da aventura.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Teoria da Relatividade


Além da valente Abelinha, que se portou melhor que muita gente grande, houve um outro companheiro indispensável. El cocho.

Ele tem características particulares como todos nós, seus serviços são medidos em custo/benefício e são facilmente descartados quando seu visual se torna obsoleto ou apresentam defeitos congênitos.

Uma mera coincidência com as relações humanas, diga-se de passagem. O valor das coisas podem ser medidos de diversas maneiras. Seja lá o que for, se baseiam sempre em duas formas: tangíveis e intangíveis.

Tangível, quando o preço pago possa ser medido, algo que se possa botar preço. O valor pode ser alto ou baixo, depende da referência de cada um. Quando compramos um bem, como um carro por exemplo, isso torna claro, basta olhar as inúmeras tabelas de preço.

Intangível, quando todos os valores embutidos em alguma coisa são de referências particulares. Pode haver uma enorme diferença entre o valor de um bem para uma pessoa à outra, ou não. Este tipo de valor geralmente só aparece quando perdemos ou usamos até acabar.

É difícil colocar na balança a importância dos dois tipos de valores, depende o quanto se paga, o quanto se usa, o quando se serve, o quanto é servido, etc. Um vem pronto com o própria lei de mercado, outro vai depender da história, do tempo, do estado, enfim, de tudo aquilo que não faz referência ao dinheiro. Resumindo, isso é muito, muito relativo.

No nosso caso, passados milhares de quilometros, horas, risos, brigas, cochilos, vontades, apertos, sufocos, dores, carinhos, trancos, donos, arranhões, idas, vindas, idas, vindas e muitos puns (sim, ele aguenta muito isso), seu preço intangível ficou alto demais e o tangível, pouco demais.

Vai acabar se tornando um mito (ou mico).

Zóio

A Valentina é muito esperta. Ela já sabe fazer manha e chorar para o colo. Adora ficar olhando para frente. Tem tudo para ser grande na vida.

Paradas

Parada em Chapecó - (aprox. 03:00hs)

Carreras y carreras (3)

Saímos de São João novamente as 0:00hs, com destino à Campo Grande. Deu para ajeitar melhor as bagagens e agora sobrou um pouco mais de espaço. Fomos por um trecho pouco usado que passa por dentro de pequenas cidades até cruzar com a fronteira do Mato Grosso do Sul, daí em diante, o único caminho viável até o destino.

De noite, para aqueles que estão acordados, se vê algumas coisas interessantes. Em Pérola/PR por volta das 00:30hs tinha tanta gente na rua que dava para comparar a uma grande festa Rave na rua. Um pouco mais adiante, em Vila Alta/PR, duas gordinhas beberam tanto, que chamaram o Seu Hugo na praça. Em Naviraí/MS, vi uma estrela cadente, coisa que só havia presenciado muitos anos atrás, em Iguape/SP.

Tudo perfeito, chegamos ás 7:30 no horário da região Sul. Lá devemos atrasar em uma hora o relógio, mesmo com o horário de verão. Em seguida um bom café da manhã e o começo das emoções.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Terrível

Hoje ela está terrível. TERRÍVEL!

Carreras y carreras (2)

A chegada em São João foi muito bem vinda. Estávamos cansados e a Valentina começava a dar sinais que já estava no limite. Pudemos ficar no meio de parentes muito prestativos e a tarde tivemos visitando o túmulo da Dona Judite onde foram feitas algumas orações e homenagens.

Impressionante o número de pessoas fazendo limpeza dos túmulos por todo o cemitério. Dia de Finados. Na volta tentei abastecer e encontrei o único posto da cidade fechado, mas o tio Arlindo foi até a casa do dono ver se ele podia ser gentil em abrir para nos servir. Maravilha, álcool barato e economizei uma ida até a cidade mais próxima.

Todos adoraram a Valentina. Só pra variar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Carreras y carreras

A viagem iniciou as 0:00hs da última sexta-feira com uma desagradável surpresa. O excesso de malas fez boa parte do meu humor ir embora e tive que colocar em ação minhas habilidades tridimensionais para encaixar tudo aquilo em um pequeno porta mala. Foi necessário a colocação de algumas peças no colo e pés dos passageiros limitando muito o conforto da viagem.

Logo após, pegamos um trecho mais curto (Passo Fundo/RS - Chapecó/SC) mas a condição da estrada estava ruim. O alto peso fazia a suspensão traseira trabalhar muito rígida e cada tranco incomodava nossos ouvidos e colunas. Até entrar no estado do Paraná houve um ritmo lento rendendo um pouco só a partir deste ponto.

Passamos rapidamente na cidade que a mamãe viveu sua infância (Iporã/PR) e chegamos um pouco depois um vilarejo, onde moram a irmã e cunhado de minha sogra. Parada para descansar, comer, tomar um banho e dormir um pouco.

Ao todo foram percorridos 670km em 14 horas.

A Valentina se comportou muitíssimo bem, dormindo a maior parte da viagem.

Depois conto mais.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Age of Aquarius


Hoje quase o dia inteiro estive ocioso. Já não é a primeira vez que estou desta maneira e como me restam duas horas para acabar meu trabalho estou refletindo sobre a chances de fazer mais com menos.

O tempo anda passando depressa e seria interessante se pudesse por exemplo, trabalhar apenas algumas horas por dia ganhando o suficiente para pagar as despesas. É um desperdício ficar sentado na frente de um computador, muitas vezes fingindo fazer algo importante para impressionar seu chefe, sabendo que há muito mais coisas importante para fazer.

Tenho desprendido muito tempo do meu dia para o trabalho e não me sinto cansado. São quase 15 horas entre a função de comprador e professor de informática. Ambas exigem muito conhecimento, vontade mas não necessariamente, tempo. Ás vezes me perguntam se trabalho muito e respondo um sim, quase um não, depende da forma que se vê.

Desde minha formatura em 2005 tenho reparado que os problemas se repetem (só para constar, meu telefone tocou sem parar nos últimos 10 minutos e todas as ligações eram para resolver problemas semelhantes) e as pessoas não mudam. Há sempre um ciclo de situações que culminam no mesmo resultado. Me pergunto pra quê.

Esta reflexão não é para dizer que estou de saco cheio, que sou infeliz ou coisa parecida. Muito pelo contrário, me coloco neutro para ver se posso melhorar na forma de agir e pensar. Percebi que o trabalho braçal é menos estressante apesar de detonar lentamente com o físico. Já o intelectual é muito extressante e acreditem, faz a mesma coisa com nosso frágil corpo.

Como seria legal ficar a manhã em casa, ensinando seu filho a jogar bola ou dizer novas palavras, a tarde trabalhar um pouco e ter contato com outras pessoas e de noite aprender uma língua diferente ou quem sabe, se retirar para um canto só seu para fazer apenas aquilo que gosta.

Não é tão utópico. Não é mesmo.

Born to be wild


Dizem que o mesmo raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Eu acho este ditado furado e digo porque: dois acidentes muito semelhantes fizeram nosso carro ficar combalido, solicitando cuidados mecânicos para que pudesse cumprir sua função.

Por precaução, foquei meus esforços neste tema tendo em poucas semanas conseguido a troca de boa parte componentes de ligação ao solo (pneus, amortecedores, bandejas, direção, etc) além de uma revisão nos sistema de exaustão, freios, luzes e motor. Outras perfumarias foram resolvidas com exceção da lata.

Hoje de madrugada estaremos saindo de Passo Fundo/RS com destino a Campo Grande/MS. Serão aproximadamente 1.200km com uma parada mais longa em Iporã/PR para a visita ao túmulo da bisa. Já percorremos diversas vezes esta distância e o destino é conhecido, portanto, não há maiores preocupações a não ser o conforto e a saúde da abelinha que já participou de longas viagens dentro da barriga da mamãe.

A previsão é de parar a cada 200km, algo que dura entre em média 2 horas para ser percorrido, tempo certo para dar uma esticada, abastecer e verificar as condições gerais. Durante a noite a temperatura e a média de velocidade geralmente são baixas, que facilitam muito a vida do piloto. O trânsito de caminhões é quase nulo e além dos dorminhocos há a compania de eventuais viajantes solitários, ônibus de turismo e a famosa lua. Quando amanhece, tudo fica MAIS: luz, trânsito, cansaço, fiscalização, fome...

No período de uma semana tentarei publicar alguns posts. Coloarei as novidades o mais rápido que puder.

Até breve.

Gritos e mais gritos

É assim que ontem, antes de sair para dar aulas, ela e eu nos comunicamos por um longo tempo. Ela tem uma força de vontade e uma capacidade de aprendizado incrível.

Vai longe.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gorfada

Hoje pela manhã antes de ir para o trabalho peguei a Valentina nos bracos e fiquei babando um montão, curtindo os poucos minutos que me restavam. Ela para não deixar barato, resolveu dar uma belíssima regugitada na camiseta que vestia, para que ficassemos quites. Só pude dar risada.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Boa música

É clichê, afinal ela é leonina.
É contraditório, afinal chamo-a de abelinha.
É piegas, afinal a maioria usa como declaração de amor ao filho.
É a música que eu colocava na vitrola. Tinha um disco amarelo com a foto do cantor feioso e só gostava desta.
É a música que meu pai lembra de mim e a que eu lembro dela.

Quer saber, tá na lista.

Caetano Veloso - O Leãozinho

Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho...


Viva la vida


Como planejado vamos fazer uma viagem longa para levar a vovó, a dois meses em função da abelinha, de volta para Campo Grande. Antes vamos passar em Autônia/PR, cidade quase no caminho onde foi velada sua mãe semanas atrás e por culpa de imprevisos não pode assistir seu enterro.

Curiosamente, vamos estar lá no feriado é Finados. A pequena por pouco não conheceu a única bisavó materna viva, restando agora apenas os bisos paternos que vivem a passear nos andares superiores, creio que acertando os detalhes da mudança.

O interessante ciclo da vida continua e as tranformações não param. Enquanto vamos nos acostumamos com frequentes nascimentos, simultanêamente vamos ficando a par de falecimentos. Tenho o estranho hábito de ler o obtuário nos jornais, para checar a média de idade dos falecidos. Pasmem, a maioria tem média de 60 anos.

Melhor aproveitar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Despertador



Há em casa um despertador de muito interessante. Ele é pequeno, toca um chorinho a cada 3 ou 4 horas e segundo o fabricante com o tempo vai melhorar.

Ás vezes, coloco no banco de trás do carro para me fazer compania e ai fica um tempão sem tocar.

Vai entender.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Boa música

Filha, esta canção tem história.

A vocalista principal do grupo Agnetha Fältskog, canta com a maior humildade sua derrota para quem quiser ouvir. Tempos depois larga tudo para cuidar de seus filhos no profundo anonimato em sua terra natal. Nunca mais deu entrevistas e seu belíssimo grupo terminou ali.

Quando crescer, pesquise, e isto poderá ajuda a entender um pouco da essência do ser humano.

Ela é uma das mais profundas que já ouvi.

ABBA - The Winner Takes it All

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny...


Controle na cabeça

Fim de semana com gente em casa é sempre atribulado. Os preparativos começam durante a semana e se estendem por mais uma até que tudo fique em dia. Apesar de gostar de confraternizações, prefiro minha privacidade, coisa que nos últimos tempos tenho muito pouco.

Na tarde de domingo finalmente pude ficar um pouco em paz com minha filha nos braços. Estava com ela encostada no meu peito sentado na cadeira de balanço e num rápido movimento para tráz, ela inocentemente jogou todo seu corpo para uma posição desfavorável.

Minha mão de apoio estava trocando os canais no controle remoto e com o rápido reflexo bateu levemente na sua cabecinha. O choro foi instantâneo mas nada grave. Minutos depois, estava sorrindo e brincado como nada tivesse acontecido.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Boa música

Filha, mais uma para sua coleção. Uma de tantas para serem apreciadas.
Há uma versão rara com a vocalista do grupo Cranberries muito interessante.

Elvis presley - In the ghetto

People, dont you understand,
The child needs a helping hand,
Or hell grow to be an angry young man some day,
Take a look at you and me,
Are we too blind to see,
Do we simply turn our heads
And look the other way...


Bebê a bordo


Já vi inúmeros adesivos tentando indicar que dentro daquele veículo havia um bebê. Alguns com nomes, outros sem e alguns até indicando a preferência de um time. Com certeza vocês já devem ter também visto e quem sabe até comprado.

Fato é que nunca entendi direito a função deste aviso. Seria talvez para avisar um condutor que está logo atrás este importante fato dando até o nome ou time do coração para que este não fizesse nada de errado? Ou talvez para deixar claro que naquele carro tem uma ser acima dos outros e que devemos respeito diferenciado?

Convenhamos, esta ação só perde no ridículo para o letreiro aplicado aos parabrisas e vidros traseiros com nome da esposa, filho, filha, com frases de amor em lindas letras cursivas. É pra acabar, seria melhor se pegasse esse dinheirinho e comprasse um ingresso no zoológico.

A vontade de expressar a alegria de possuir uma linda família é até de certa forma normal, conversamos com amigos sobre os filhos, compramos pingentes, usamos uma foto na carteira, no celular, um porta retrato no canto da mesa, na maior parte sem excessos. Camiseta com foto e computador da empresa com área de trabalho personalizada, em mim, dá até coçeira.

Espero não estar atirando no pé. Um ótimo fim de semana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Boa música

Começa hoje o quadro boa música.

Como dizem que a boa música é atemporal vou postando a primeira da série que gostaria que a abelinha ouvisse um dia para somar a sua cultura musical.

Carpenters - Close To You

On the day that you were born
and the angels got together
And decided to create a dream come true...


Balbuciar


Ela está aprendendo que é capaz de se comunicar atravéz de outros sons. Até poucas semanas atrás somente o choro era normal para avisar a fome, sono ou até para só fazer barulho e sentir que seu corpinho era capaz. Começou a dar gritos leves e gemidos com seus olhos sempre abertos mirando geralmente para a a mamãe ou para mim.

Vai intercalando sorrisos, sons, contorções, movimento aleatório de braços e pernas quase como se tivesse nadando em uma piscina imaginária. As mãos cresceram e estão mais precisas, principalmente para abrir e fechar os dedos quando estão perto da boca. Em algumas ocasiões, no colo, tenho a impressão que chegam a fazer um carinho.

Como qualquer recém-nascido é enorme a quantidade de gases sendo esta uma das situações mais engraçadas nos últimos tempos. Normalmente quando há diferenças de temperatura minha abelinha começa a espirrar e por causa da contração sai também alguma coisa por baixo. Bom, para trocar é preciso tirar a roupa logo vocês já sabem o que começa a acontecer, só que nem sempre a fralda está devidamente posicionada. No banho é ainda pior, haja toalha e jogo de cintura.

Naqueles intantes em que a fralda limpa está na mão, a suja já retirada, as perninhas pra cima e boquinha começa abrir só passa uma coisa na cabeça: Vai dar merda!

Acredite. Como em muitos acidentes é um segundo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

João, Boa Sorte, João


Coincidência ou não, no departamento que trabalho houve três casos simultaneos de gravidez. É engraçado porque nenhum de nós expressou a vontade de se ter um bebê e de uma ora para outra todos apareceram com a notícia que suas esposas estavam grávidas.

Até combinamos que um de nossos colegas que já é avô e trabalha no fundo da sala seria o responsável pela criançada quando estes começassem a crescer. O interessante é que somando a estes casos, há ainda meu antigo colega da exportação e nosso novo gerente de engenhearia.

Cinco casos, uma menina e quatro "piá". Hoje meu colega, que carinhosamente chamo de Juan Juanito Rodriguez Muchacho de lo Pampas, está na sala de espera aguardando a cesária de João Pedro, que dará seu primeiro filho legítimo e o terceiro de sua união. Outro colega também está na iminência aguardando o parto normal de seu terceiro filho, mas este já é o primeiro do seu segundo casamento. (Que confusão...)

Meu colega da exportação está, como sempre, super otimista (estou sendo irônico) e nosso novo gerente acabou tendo dias atrás seu primeiro filho da segunda união, em um parto de emergência com nascimento prematuro de sete meses.

E pra acabar, minha abelinha linda e forte, primeira do único casamento. Quem sabe logo, logo, não ganha um irmão ou irmã.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ôôô salsichão...


Até o antepenúltimo ultrasom soubemos que não poderiamos colocar o nome João Bernardo em nossa cria. Havia uma pequena diferença, onde deveria ter uma salsicha estava rachado. O primeiro médico super legal errou feio quase causando uma confusão "pra lá de bagual". Também foi culpa nossa. Querer saber o sexo do bebê antes do 5º mês é muito arriscado e a expectativa da mamãe pendia para um menino. Depois do susto tudo ficou normal tendo a única preocupação de saber se ela estava saudável.

Sorte que haviamos deixado quase tudo para a última hora. Não tinhamos ganhado ou comprado muita coisa e se não em engano apenas alguns babadores e panos foram passados adiante. Confesso, não sei porque, que fiquei mais aliviado quando soube que era uma menina. Talvez seja porque o sexo feminino em geral é mais tolerante aos erros dos pais, como nunca fui um pra saber como fazer, posso estar mais a vontade para experimentar e traçar uma melhor maneira de educá-la.

Depois disso passei a conversar com a barriga e foi mais natural. As vezes chutava, outras não. Sugeri o nome Valentina por ter personalidade e remeter a algo forte, valente e destemido. Sorte que a mamãe Hilda aceitou de imediato. Algumas pessoas não gostaram mas foram se acostumando aos poucos, como o caso da Tia Mazé, que vivia trocando o nome para Juventina.

Gostando ou não começei a perceber que não davamos bola, sendo nossa filha, tanto fez como faz somos nós que decidimos o que fazer com ela até sua maioridade. Começamos bem.

Pediatra Informa:


Estamos agora com 2 meses, 5.5 kilos e 60cm.
Só no peito (é uma fartura).

Sermão da Montanha

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

Estamos participando de um projeto da igreja católica que estimula os casais a terem uma vida voltada para a fé, família e amigos. É muito interessante para nós, que estamos em Passo Fundo a dois anos e meio, ampliar o círculo de amizades e formar uma rede de pessoas com um objetivo em comum.

Domingo passado tivemos nossa primeira reunião depois do retiro e alguns casais não puderam estar presentes, mas mesmo assim foi muito produtivo. Comentei que após algumas noites, cansado e irritado por não poder dormir, chutei o pau da barraca e magoei quem não devia. Isso fazia parte da adptação natural dos pais de primeira viagem e na manhã seguinte descansado e de cabeça fria procurei me desculpar.

Logo após, houve um depoimento de um casal presente que havia por sucessivas vezes tentado um bebê e na terceira tentativa após uma gestação normal houve perda de líquido e uma retirada de emergência se fez necessária. O sofrimento do bebê e da mãe nos 30 dias seguidos foi chocante, terminando o primeiro contato nos braços dos pais com o pobre bebê já sem vida.

Também houve um depoimento antes disto, dos pais de uma criança que passou por inúmeras intervenções sirúrgicas no coração para se mantê-la viva e não se sabe até hoje quando, quanto ou como será feita a próxima internação. Vivem na incerteza aproveitando cada minuto da vida desta criança que hoje está bem, amanhã quem sabe. Agradeçem quando o problema de gripe é "apenas" uma pneumonia.

Foi uma pancada. Ter minha abelinha saudável desde o primeiro dia é um privilégio, quase não dá para acreditar na sorte ou merecimento que eu e minha esposa tivemos. Fato, depois disto pode chorar e berrar a vontade que não em importo. O trabalho que me aguente abrindo o bocão no dia seguinte.

Vivento e aprendendo.

A grande febre

A primeira grande febre se fez ontem. A vacina fez efeito como previsto e ela reagiu muito bem. A noite, em uma das vezes que a mamãe levantou para dar de mamar e ver como estava a temperatura, já não conseguia mais dormir e acabei leventando para andar com ela pela casa já que os olhinhos de jaboticaba insistiam em ficar abertos.

Minha surpresa foi quando ao chegar na frente do espelho cantarolando alguma coisa vi um imenso sorriso se abrindo. Parece que agora ela já consegue enxergar bem. Logo depois ficamos batendo um papo cabeça, eu dizendo palavras sem nexo do tipo: bla, ulhoda, didobable ela respondendo com gruinidos diferentes do habitual. Achei show e ri um bocado.

Como pode um bebê entender com 2 meses eu não sei, mas ela está cada dia mais inteligente e observadora.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vaso de Violeta


Hoje eu e a Hilda tivemos que aplicar uma das inúmeras vacinas que se faz necessário nesta fase inicial. A abelinha estava radiante, toda de roxo, com uma faixa na cabeça combinando com a roupinha. Olhei para o banco de tras e disse: Oi minha linda, hoje você está parecendo um vasinho de violeta. Ela abriu um sorriso e tive a impressão que compreendeu o que quis dizer.

Logo depois de chegamos ao postão, coisa rápida, achei que ia ser como das outras vacinas que quando foram aplicadas fizeram ela quase não chorar. Pura ilusão, como sempre fiquei na sala de espera (odeio agulhas) e doeu o choro ardido. Liguei a tarde para saber como estava e ficou dormindo uma boa parte do dia. Daquia pouco vou ver como ela está.

Abelinha starts!

Olá,

Depois de ver o blog de uma velha amiga (http://ladybugsflat.blogspot.com/) acabei criando coragem e resolvi montar um para registrar um pouco do cotidiano da minha pequena abelha, minha princesinha, que no dia 18 de agosto de 2009 soltou seu primeiro grito corajoso para o mundo inteiro ouvir.

Ontem ela fez dois meses, e por estar passando tudo muito rápido, vou tentar registrar como um pequeno diário, minha observações das mudanças que irão acontecendo. Aos poucos vou procurar resgatar os momentos antes deste dia e irei publicando conforme a memória se faz presente.

Abraços e vamos ver no que dá.