segunda-feira, 5 de março de 2012

Sou brasileiro e não desisto nunca.

No meu ponto de vista só existe uma explicação. Amor ao automobilismo.


Pisar fundo sem precisar provar mais nada a ningúem deve ser uma sensação deliciosa.

Pau na máquina Rubinho, mas cuidado com essa Jabiraca.

Rafael



From: http://cadernosdoautomobilismo.blogspot.com/



Responda sinceramente: você já pensou em se aposentar aos 40? Já pensou que maravilha seria (ou teria sido) não ter mais metas a bater, não ter mais chefe para aturar, não ter que ouvir cobranças de meio mundo ou viver preocupado com o que as pessoas vão dizer quando você comete um erro?

Não seria legal, sei lá, abrir uma pousada na Bahia, viver na praia, poder dedicar mais tempo à família? Infelizmente, poucos têm a chance de escolher uma vida assim.

Um deles chama-se Rubens Gonçalves Barrichello, que entra nos temidos “enta” em maio próximo. Após a decisão da Williams de não renovar seu contrato, ele poderia simplesmente ir viver em paz a sua vida, sem repórteres chatos em volta. Sem o país inteiro reclamando do seu desempenho. Passando os finais de semana ao lado dos filhos. Sem stress, sem jet-lag.

Mas ele achou melhor não: ao invés da vida pacata, decidiu ir correr na Indy, em carros diferentes, com regras diferentes, em circuitos mistos e em ovais. Balzaquiano, já velho para um esporte cujo ápice o profissional se atinge muito cedo, ele vai se arriscar a aprender a fazer coisas que nunca fez, submetido, diga-se de passagem, ao pesado escrutínio dos brasileiros, esse povo que acha que entende tão bem de automobilismo.

É uma decisão corajosa, admirável, até. Quantos de nós não desistimos dos nossos projetos porque enxergamos dificuldades? Barrichello tem muitas pela frente. Quem viveu os últimos 30 anos nos boxes da vida sabe que correr é uma decisão perigosa, que pode custar vidas (especialmente em um oval, vide Dan Wheldon). Ele escolheu arriscar continuar fazendo o que mais gosta.

Sair da Fórmula 1 deve ter sido um golpe muito forte para Barrichello, há muitas promessas não cumpridas: ele pode esquecer o sonho de vencer um GP Brasil, por exemplo, pra não falar no campeonato mundial. Mas ele não se deixou abater. Ainda bem.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Boa música

A Cor do Som e Cesar Camargo Mariano - Frutificar


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Benajmin Zander em Música e Paixão

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/benjamin_zander_on_music_and_passion.html

Bobby McFerrin hacks your brain with music

World Science Festival, Filmed Jun 2009; Posted Feb 2010

domingo, 4 de dezembro de 2011

Boa música

ZZ Top - Legs 

domingo, 20 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Boa música

Vejam o sincronismo das batidas com paisagem.

 The Chemical Brothers - Star Guitar (2003)


Boa música

Detonautas - Voce Me Faz Tao Bem (Acústico)


Boa música

Nicki Minaj - Super Bass

Diga-me com quem andas que te direi quem és

Meus comentários: 
Sempre tive dificuldades de fazer amigos. Eu ainda tenho. 
Não é fácil encontrar pessoas com o mesmo tipo de pensamento. 
Na adolescência isso foi mais complicado, porque os amigos que estavam disponíveis simplismente não "fechavam". 
 Neste casos, sempre tinha duas opções: mudaria meu jeito de ser ou ficava sozinho. Já dá para imaginar o que acontecia... 
Após alguns erros e acertos comecei a entender que o ditado antes só do que mal acompanhado faz muito sentido. Se é para ficar próximo de alguém que não te motiva a fazer coisas melhores e maiores, talvez seja melhor ficar só. 
É claro que a fazer as coisas sozinho é muito chato, mas você acaba se acostumando com o tempo. Tomando um pouco de cuidado para não se afundar no próprio eu e não fechando as portas para as coisas interessantes que aparecem, naturalmente apareceram pessoas boas (de todas as idades) que te ensinam a viver de uma maneira melhor. 
Quem sabe até você neste ponto você já seja uma pessoa diferenciada, que poderá dividir sua beleza com o próximo. 
Resumindo, se for para aprender escolha algúem melhor que você naquilo que você quer melhorar. Selecione suas asmizades, elas fazem toda diferença. 
O texto abaixo explica muito melhor o que quero dizer. 
 Um abraço, Rafael Aun


Por: 
Fonte: http://papodehomem.com.br

“Diga-me com quem andas que te direi quem és”, falava minha mãe.
Talvez não quem é, mas certamente indica quem você vai se tornar.
Charles Chaplin & Albert Einstein: "se você continuar insistindo pra eu fazer piadas, eu vou te pedir pra provar a relatividade no quadro negro agora!"
Charles Chaplin & Albert Einstein: "se você continuar insistindo
pra eu fazer piadas, eu vou te pedir pra provar a relatividade
no quadro negro agora!"
Quantas vezes não chegamos com aquela ideia totalmente revolucionária, que tínhamos certeza que seria a coisa mais legal da vida, e um amigo nos joga pra baixo? Fazem você ficar com medo de tomar determinada decisão? Riem de você quando conta que vai começar uma dieta na segunda feira, e você até desiste de vergonha.
Ou o contrário, conta para aquele seu amigo que precisava perder uns quilinhos e recebe uma bela ajuda para mudar sua rotina?
Somos diretamente influenciados pelas opiniões, pontos de vistas e atitudes de nossos amigos. Obviamente, quanto mais próximos, maior a influência.
Carl Sagan & Dalai Lama: "você conhece aquela do 'make me one with everything'?"
Carl Sagan & Dalai Lama: "você conhece aquela do 'make me one with everything'?"
Li recentemente uma história sobre uma mulher formada em administração cujos cinco amigos mais próximos eram dois engenheiros do Google, um engenheiro da Eventbrite, um arquiteto, e seu pai, que era presidente de um clube de futebol. O texto conta que Jane, inspirada por como os amigos amavam seus empregos e como se sentiam realizados, resolveu começar a programar. Em nove meses, saiu do seu emprego provisório, fora da sua área de formação, e se tornou uma engenheira de software. Foi de nunca ter escrito um único código para programar todos os dias. E ainda aprendeu a falar chinês.
Micheal Jackson & Paul McCartney lavando os pratos. Mick Jagger cozinhou.
Micheal Jackson & Paul McCartney lavando os pratos. Mick Jagger cozinhou.
Pessoas tendem a acreditar que grande parte das suas ações é ditada simplesmente por sua própria vontade, mas ao longo da história podemos ver centenas de casos de sucesso onde amigos foram bem sucedidos juntos, um empurrando o outro pra frente, fazendo com que o sucesso de ambos fosse inevitável.
Henry Ford, Thomas Edison, Warren Hardin (presidente dos EUA) e Harvey Firestone trocando uma idéia. O que será que conversavam?
Henry Ford, Thomas Edison, Warren Hardin (presidente dos EUA) e Harvey Firestone trocando uma idéia. O que será que conversavam?
Na minha vida, tive sorte não de ter realizado algo mas de ter encontrado parceiros que me incentivaram a me tornar uma pessoa melhor e que tentaram melhorar as vidas dos outros.
Há alguns anos, trabalhando em uma empresa quase falida recém-absorvida por uma forte companhia emergente, tive a sorte de não ser demitido, uma vez que os objetivos da compradora não incluíam a minha área de especialização. Fui encaminhado para acompanhar um projeto de algo que nunca tinha visto na vida. Eu era o cabeludo que usava camisa de banda e calça larga, sem muito carisma. Não estava nem um pouco me importando com o que pensavam. O cara que eu iria acompanhar era a pessoa mais simpática que já conheci, o tipo que em alguns minutos tem a atenção de qualquer garota, cliente ou provável futuro amigo. Era bem feio, até as garotas falavam isso, mas nenhuma delas conseguia ficar longe do mojo do rapaz.
Muhammad Ali & Martin Luther King: "Eu tenho um sonho... de cobrir os racistas de porrada!"
Muhammad Ali & Martin Luther King: "Eu tenho um sonho... de cobrir os racistas de porrada!"
Nessa época, eu só andava com ele, pra cima e para baixo. Era tão impressionante a capacidade e o carisma que ele havia desenvolvido que comecei a observar os detalhes. A forma com que cumprimentava todo mundo, a voz enérgica, a postura sempre positiva, a prontidão e disposição para tudo.
Felizmente, hoje em dia, elogiam em mim essas mesmas características. Ainda estou longe de alcançar aquele grau de carisma e confiança, mas meu sucesso foi totalmente definido pela minha recente amizade com ele.
George Lucas, Akira Kurosawa & Francis Ford Coppola. Teríamos várias versões épicas desse encontro, cada uma de um ponto de vista diferente, e três delas seriam prequels.
George Lucas, Akira Kurosawa & Francis Ford Coppola. Teríamos várias versões épicas desse encontro, cada uma de um ponto de vista diferente, e três delas seriam prequels.
Entretanto, já vi o oposto acontecer.
Meu irmão é um cara dos mais inteligentes que conheci. No começo da idade adulta, enquanto eu andava com os nerds, ele se juntou aos “caras errados”. Em pouco tempo, perdeu todos os plurais do seu vocabulário e praticamente se forçava a falar errado – porque “é como meus amigos falam”. Se vestia mal e perdeu grandes oportunidades de trabalho por vícios causados por essas amizades. Parecia querer sempre se manter por baixo, ser menos do que podia ser. As amizades erradas o levaram para um destino muito diferente do que qualquer pessoa poderia prever. Para se igualar aos amigos, ele absorveu seus defeitos e abdicou de suas próprias qualidades.
Charles Bukowski & Mickey Rourke: às vezes, um puxa o outro pra baixo. Ou não.
Charles Bukowski & Mickey Rourke: às vezes, um puxa o outro pra baixo. Ou não.
Você deve estar se perguntando:
“qual influência meus amigos têm sobre mim? Para onde estão me levando?”
Mas por que você não se pergunta o seguinte:
“Qual é a influência que tenho sobre meus amigos? Para onde eu os estou levando? Sou um bom amigo? Estou incentivando as atitudes certas? Intervindo e dando conselhos quando necessário?”

Link YouTube | Esse videozinho está em inglês, mas entrega bem o recado.
Somos peças importantes na vida de nossos amigos. Nosso objetivo conjunto deve ser sempre a busca de uma vida melhor. Procurar o apoio de novos amigos para alcançar sucesso é um caminho doloroso, mas em algum momento você acaba se afastando de quem não agrega mais nada.
Quer outro bom exemplo? Imagine Steve Jobs e Steve Wazniak sonhando com a Apple. Ou Bill Gates, Steve Ballmer e Paul Allen criando a Microsoft. Ou mesmo com todas as desavenças, Eduardo Saverin e Mark Zuckeberg do Facebook.
Poderia ter sido você e seus amigos.
Bardot & Picasso. Sem trocadilhos, por favor.
Bardot & Picasso. Sem trocadilhos, por favor.
Veja também o excelente tumblr Awesome People Hanging Out Together. Em tradução bem livre, “gente foda andando junta”. Várias das fotos desse texto saíram de lá.
Alberto Brandão

Treina Taekwondo desde os 12 anos, Parkour desde 2004 e agora se aventura dentro do mundo do jiu-jitsu. Relata suas práticas e ideias numblog, escreve no selfsoilwork.blogspot.com e foi um dos autores doparkourbr.blogspot.com. Trabalha com consultoria de tecnologia da informação e mora em Brasília-DF .

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O CARRO DO MEU PAI (My Dad´s Car)

Para pagar os estudos do seu filho, Herb Younger teve que forçosamente vender seu amado Impala 65. 

Vinte anos depois, conseguiram retribuí-lo.

Fortes emoções.. (http://comparsas-do-blog.blogspot.com/)

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Boa música

Bon Iver 
 Holocene

 Muitas e muitas vezes me senti como o garoto deste clipe. As vezes ainda sinto. Rafael Aun

 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Jamil Aun



by Estefania Peroza 
7 de Novembro de 2011

Edunque!

Sinto ausência de suas frases de efeito, seus poemas e recitais, seus "viva", seus passos leves, sua cordialidade, sua vontade de viver, seu jeito sistemático, seu nervosismo pontual, sua vontade de comer toda hora como um passarinho, aquela pizza que não o deixaria passar da porta do céu, um babaganush que eu estava aprendendo com a mestra, um cappuccino fazendo das garçonetes amigas a quem ele daria um livro, de tomar um sorvete de qualquer sabor e conhecer vaca-preta, de comer sushi de palitinho pela primeira vez aos 90 anos de idade - e adorar!, de não ver enxergando, de ouvir sem ouvir, de perguntar como vão as vendas do dia e dizer para poupar dinheiro porque a velhice chega, de entender a complexidade da internet tendo passado por duas guerras mundiais e pedir para por tudo no google, de ter sempre uma palavra amiga para um momento difícil, ou não - e o silêncio ajudar, de pegar alguém novo na família com a piada do bonde, e chorar de tanto rir, de dizer "durmam com os anjos" todas as noites por volta das 9 horas, de lavar a louça inteira do café da manhã organizando item por item e deixando sempre o detergente exatamente no mesmo lugar, de separar todo o lixo útil com suas engenhocas, de escrever "cuidado, sr. lixeiro: vidro quebrado", de usar 25 guardanapos por refeição e tirar sarro de seu próprio babador, de ficar bravo cada vez que vê a comida cair de seu garfo porque não admite achar que está dando trabalho, de ter sede e sobretudo interesse por tudo o que é novidade, por querer votar, por ouvir tão ávido os livros que minha mãe leu, do sangue turco, do seu sininho, de amarrar o sapato com os pés sobre a cadeira...

Quer saber, vô? "Eu vou é durmi!".
Isso "marcô".
Porque "O senhor é que brilha!"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Boa música

Baile Dos Passarinhos A Turma do Balão Mágico A musica preferida da Valentina.

Escolinha

O peso da idade

O peso da idade aparece quando sua filha nao cabe em seus bracos e a fadiga mostra que ja se passaram mais de dois anos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Think different



Um dos meus carros favoritos, que teve um dos meus pilotos favoritos.

Até comprei uma miniatura que achei por acaso, que está devidamente guardada no "organizado" báu de brinquedos da Valentina.

Uma breve história sobre coisas que acredito: pensar diferente.




Ken Tyrrell, dez anos depois
fonte: http://continental-circus.blogspot.com/ ()


Alto, algo desengonçado e amante do cricket. Chamavam-lhe "tio" e tinha num negócio de madeiras que sustentava o seu "hobby" de final de semana. Até que certo dia, a sua paixão tomou conta da sua vida, especialmente quando encontrou um jovem escocês no qual lhe deu fama e glória e no ficaram amigos para sempre. Esse homem chamava-se Ken Tyrrell e morreu faz hoje dez anos.

Muitos o apanharam provavelmente no final da sua carreira, como o velhinho simpático que tinha uma equipa muitas das vezes no final do pelotão. Eu pessoalmente tinha um certo fascinio por essa personagem, porque simbolizava de uma certa forma aquele espírito garagista britânico: copnstruir uma equipa pela sua paixão dos automóveis, não tanto para conseguir resultados. Mas por causa dele e da sua persistência que a sua equipa ficou na Formula 1 durante 28 temporadas, inspirando muitos outros, como Giancarlo Minardi ou Frank Williams. Minardi por nunca ter subido ao pódio, e Frank Williams viveu imensos momentos de glória, mas ambos tiveram - e têm - o espírito de Tyrrell.

A sua equipa era aquela onde todos queriam estar nos anos 70. E ele acolheu enormes talentos em inicio de carreira, porque tinha olho para eles. O primeiro foi Francois Cevért, mas depois veio Jody Scheckter, Patrick Depailler, Didier Pironi, Mike Thackwell, Michele Alboreto, Martin Brundle, Stefan Bellof, Ivan Capelli, Jean Alesi, Mika Salo. Mas também acolheu pilotos pagantes, cujo talento era inversamente proporcional ao tamanho da carteira. Slim Borgudd, Ricardo Zunino, Desireé Wilson, Julian Bailey, Olivier Grouillard, Ukyo Katayama, foram alguns dos pilotos que passaram por aí, dando o dinheiro que Tyrrell bem precisava no final da sua carreira.

Tyrrell meteu-se no negócio dos chassis por necessidade. Afinal de contas, era feliz com o negócio que tinha com a Matra, que lhes providenciou um fabuloso chassis em 1969, o MS80, que colocou na perfeição o seu motor Ford Cosworth, um dos dois elementos mais valiosos que tinha. O outro elemento valioso era um disléxico escocês chamado James Young Stewart. Jackie para os amigos. Só que no final de 1969, a Matra pediu-lhe para abandonar os Cosworth e aceitar os Matra V12. Stewart testou-o e não gostou. E como o "Tio Ken" gosta de ouvir o que os amigos lhe dizem, decidiu aceitar o conselho.

Depois descobriu um bom engenheiro, Derek Gardner. Tinham comprado um chassis March, mas achavam que poderiam fazer melhor e não ficar dependentes dos outros. Convencido, ele, Gardner e Stewart lançaram-se no Secret Project, montado na garagem da casa de Gardner. O veículo estava pronto em setembro de 1970, e tornou-se no chassis 001. E ano seguinte deu ambos os títulos a Jackie Stewart e à Tyrrell, e deu a Francois Cevért a sua unica vitória na Formula 1.

Depois do final da "era Stewart" e da trágica morte de Cevért em Watkins Glen, deu lugar a uma nova dupla, totalmente nova. Este novo começo pode não ter sido tão bem sucedido como o anterior, mas foi nessa altura que surgiu o carro mais original e mais revolucionário que a Formula 1 jamais conheceu: o P34 de seis rodas. Conta-se que Gardner contou a novidade a Tyrrell durante um vôo transatlântico, e após o terceiro copo de "whisky"... o chassis correu durante duas temporadas e deu uma vitória para Scheckter - irónicamante, odiava o carro - e capturou a imaginação de toda uma geração.

Contudo, o fato da Goodyear não querer desenvolver pneus de dez polegadas para as rodas da frente do P34 fez com que a Tyrrell se desinteressasse pelo desenvolvimento do carro, e tembém pela saída de Gardner da equipa. Apareceu depois Maurice Philippe, o primeiro de bons desenhistas e engenheiros que a equipa teve, e que culminou com a entrada de Harvey Postlethwaithe, que em 1990 desenhou o 019, o primeiro carro de bico levantado da história da Formula 1, e como acontecera 14 anos antes com o P34, capturou a imaginação de todos e inaugurou uma tendência.

Nos anos 80, resistiu terminantemente aos Turbo, perdendo competitividade a olhos vistos. Agarrado aos Cosworth, ainda vencia corridas em 1982 e 83, graças a Michele Alboreto nos circuitos citadinos de Las Vegas e Detroit. Em 1984, decidiu apostar numa dupla totalmente nova e inexperiente - Martin Brundle e Stefan Bellof - mas resistia aos Turbo, ficando inevitavelmente na última fila da grelha. Mas incrivelmente, conseguia pontuar quando a oportunidade surgia. No meio do ano, descobriu-se o "segredo": corria abaixo do peso regulamentar, que compensava, enchendo-o de água, que servia de lastro. Resultado: a Tyrrell foi a primeira equipa a ser excluida do Mundial de Formula 1, e os seus pontos conquistados anteriormente - que incluia um pódio de Stefan Bellof no Mónaco - foram retirados retroativamente.

No ano seguinte, rendeu-se às evidências: arranjou um motor Turbo, neste caso a Renault. Mas quando se anunciou a abolição desses mesmos motores, em 1986, foi o primeiro a colocar motores aspirados nos seus chassis no ano seguinte.

Ao longo dos anos 90, e com a chegada de cada vez mais dinheiro e de um outro tipo de organização, a Tyrrell parecia ser cada vez mais anacrónica, com dificuldades em arranjar dinheiro para sobreviver. Cada vez mais velho, e vendo que não havia mais ninguém capaz de colocar o barco para a frente após a sua partida, rendeu-se às evidências e decidiu vender a sua equipa à British American Tobacco em 1998. Esta virou BAR em 1999, que por sua vez deu a Honda em 2006, depois da Brawn GP e agora é a Mercedes. Longa viagem isto deu...

Depois da Tyrrell, a comunidade automobilistica britânica não o esqueceu. Elegeu-o como presidente do BRDC, o British Racing Drivers Club, e lá ficou por um ano até que lhe foi detetado o cancro que acabou por o matar, a 25 de agosto de 2001. Quem o sucedeu no BRDC foi o seu bom amigo Jackie Stewart, que por essa altura já tinha escrito a sua página na história como construtor. Mas o seu legado no automobilismo como construtor tinha ficado, e hoje em dia muitos consideram que a sua parceria com Stewart e Cevért uma das mais perfeitas da história da Formula 1.